Lançado nesta quinta para o Switch 2, Ocarina of Time Remake adota SMAA combinado com FSR 1.0, solução que deixa serrilhados em cenários e personagens. Jogadores e imprensa apontam perda de nitidez.
Nesta quinta-feira (5), The Legend of Zelda Ocarina of Time Remake foi lançado para o Switch 2 e despertou atenção tanto do público quanto da imprensa. Entre os pontos observados está a escolha técnica para o antisserrilhado: o jogo utiliza FSR 1 combinado com SMAA, em vez do DLSS, o que resulta em problemas visíveis na qualidade de imagem.
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O motor do jogo aplica uma mistura de SMAA — uma técnica de antisserrilhado antiga — com o FSR 1.0, um upscaler considerado rústico em comparação com soluções mais recentes. Na prática, essa combinação mantém serrilhados em várias áreas do cenário e dos personagens, algo que tem sido alvo de críticas por parte de jogadores.
Para demonstrar como o remake iria aparecer com outra solução de upscaling, um canal independente injetou o DLSS da NVIDIA por meio de uma conexão HDMI. A experiência feita pelo canal mostra a imagem tratada com DLSS aplicada externamente, possivelmente num PC que recebeu o sinal do console e devolveu a imagem processada. O procedimento não alterou diretamente o código do jogo, mas serviu como um experimento visual comparativo.
O resultado da injeção do DLSS é notório: os serrilhados aparecem drasticamente reduzidos e a cena fica mais limpa. Por outro lado, a apresentação geral também ficou mais suave, resultado provável da aplicação de uma técnica de upscaling sobre outra técnica já presente no pipeline de renderização.
Isso levanta a pergunta sobre a escolha da tecnologia empregada no remake: por que a Nintendo optou pelo FSR 1 e SMAA em vez do DLSS, sobretudo quando o Switch 2 dispõe de suporte ao DLSS e de uma versão “light” da tecnologia pensada para consumo menor de recursos?
Oficialmente não há uma explicação única divulgada. Duas hipóteses técnicas surgem como as mais prováveis: primeiro, o DLSS pode demandar fatia do orçamento de renderização que comprometa a performance do jogo em determinados cenários, tornando o FSR 1 uma alternativa menos custosa; segundo, os motores gráficos usados nos estúdios podem não oferecer suporte nativo ao DLSS, exigindo adaptação e atualização de pipelines internos — trabalho que alguns estúdios podem adiar.
Historicamente, a empresa tem adotado postura conservadora sobre adoção de novas ferramentas visuais, privilegiando estabilidade e design de jogo, o que também pode influenciar a ausência do DLSS em títulos exclusivos. É possível que fatores de custo de desenvolvimento e compatibilidade técnica atuem em conjunto na decisão.
The Legend of Zelda Ocarina of Time Remake já está disponível para Switch 2.







