Quase quatro meses depois do confronto de maio, as equipes chegam ao clássico com elencos e estratégias diferentes. O Sport tenta recuperar a ponta da Série B; o Náutico busca reação e confiança diante da torcida.
Sport e Náutico se enfrentam neste sábado (26), nos Aflitos, em um clássico que chega marcado por mudanças profundas nas duas equipes desde o primeiro encontro entre as equipes, em 30 de maio. Naquele duelo pela 11ª rodada, o Sport venceu por 2 a 0, com dois gols de Chrystian Barletta, e chegou aos 22 pontos, assumindo o topo da Série B junto ao Vila Nova. Na mesma época, o Náutico vivia momento de confiança, após sequência positiva que o colocou entre os primeiros colocados.
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Quase quatro meses depois, o cenário é outro: o clássico deste sábado coloca frente a frente times que passaram por reformulações no elenco, trocas no comando técnico e oscilações na tabela. Enquanto o Sport busca reaproximação do G-6, o Náutico tenta consolidar reação e escapar da zona de risco após turbulências recentes.
O duelo de maio teve impacto significativo na campanha do Náutico. Apesar de produzir chances ofensivas, a equipe falhou em transformar oportunidades em gols e permitiu que o Sport explorasse os espaços para construir a vitória por 2 a 0. Depois daquele resultado, o Timbu entrou em sequência de oito jogos sem vencer na Série B — seis derrotas e dois empates — e passou a conviver com a preocupação com a proximidade do Z-4. A reação aconteceu apenas na 19ª rodada, com a vitória por 2 a 1 sobre o Londrina, nos Aflitos, que encerrou o jejum.
O time do Náutico também mudou bastante desde o primeiro clássico. Na ocasião, Hélio e Guilherme dos Anjos escalaram: Muriel; Reginaldo, Mateus Silva, Betão e Igor Fernandes; Leonai Souza, Luiz Felipe e Dodô; Vinícius, Victor Andrade e Paulo Sérgio. Arnaldo, Yuri Silva, Vitinho, Derek e Júnior Todinho foram utilizados durante a partida. Vários nomes desse jogo deixaram de fazer parte dos planos: Leonai Souza, Yuri Silva, Vitinho e Dodô saíram durante a reformulação promovida pelo clube em julho. A situação de Dodô incluiu pedido de reintegração ao elenco principal e, posteriormente, ação judicial buscando a saída do clube.
Outros jogadores mantiveram vínculo, mas perderam espaço: Mateus Silva teve problemas físicos e críticas; Victor Andrade deixou de ser utilizado após queda de rendimento. Paulo Sérgio viveu situação delicada: o clássico na Ilha do Retiro foi a última partida para a qual o centroavante foi relacionado, e uma sequência de lesões o manteve em tratamento no departamento médico. Hélio dos Anjos chegou a admitir posteriormente a possibilidade de liberação caso surgisse interesse de outro clube.
No Sport, as alterações também foram profundas. Márcio Goiano comandava o Rubro-negro na vitória do primeiro turno, mas perdeu o cargo após queda de rendimento. Gilmar Dal Pozzo assumiu e, após 11 partidas, também foi demitido. A diretoria contratou Mariano Soso, que retornou ao clube com a missão de recolocar o Sport na zona de classificação. Depois da vitória por 2 a 1 sobre o Juventude, o Leão chegou aos 44 pontos e ocupa a nona posição, dois pontos atrás do Atlético-GO, sexto colocado.
O elenco do Sport passou por grande reformulação na janela do meio do ano, com 13 contratações: Brenno, Claudinho, Raí Lopes, Kayky Almeida, Willian Oliveira, Murilo Rikhman, Patrick de Paula, Fernando Sobral, Diego Hernández, Juan Alano, Dudu Teodora, Kervin Andrade e Neto Pessoa. Também houve saídas relevantes, como Yago Felipe, Zé Roberto, Gustavo Maia, Iury Castilho e Pedro Martins. Assim, tanto Sport quanto Náutico chegam ao segundo clássico com peças e contextos diferentes daqueles observados na Ilha do Retiro em maio.
O reencontro nos Aflitos será, portanto, um confronto entre equipes que mudaram de rostos e objetivos ao longo da Série B. O clássico de sábado avaliará até que ponto as reformulações e os ajustes promovidos por ambos surtiram efeito na corrida por objetivos distintos na competição.

