Raphinha e Vinícius Júnior converteram pênaltis que selaram o triunfo por 4 a 2 sobre a Austrália em Brisbane. Ancelotti vê Raphinha como cobrador principal, e o gol no fim do 1º tempo recuperou confiança da equipe.
Raphinha e Vinicius Júnior converteram cobranças de pênalti e decidiram a vitória do Brasil por 4 a 2 sobre a Austrália, nesta terça-feira, 29, em Brisbane. Após o amistoso, a seleção se prepara para enfrentar a Índia, no próximo sábado, 3, às 11h (de Brasília).
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Na cabeça de Carlo Ancelotti, Raphinha é o principal batedor de pênaltis da seleção. Mesmo com Vini Jr. e Bruno Guimarães em campo, o atacante do Barcelona foi o responsável por empatar a partida em 2 a 2 nos acréscimos do primeiro tempo. A cobrança de Raphinha devolveu confiança ao time antes do intervalo e reforçou a fama do jogador como finalizador sob pressão.
Mais tarde na partida, Vini Jr. marcou o quarto gol brasileiro, após sofrer o pênalti quando foi derrubado por Irankunda dentro da área, já com Raphinha substituído. O camisa 7 chegou a oferecer a cobrança para Bruno Guimarães, que perdeu uma penalidade na eliminação do Brasil para a Noruega na Copa do Mundo 2026, mas recebeu uma ordem do banco de reservas para bater. A decisão do banco acabou confirmando Vini Jr. como executor naquela oportunidade.
Os números de cada jogador nas cobranças de pênalti ajudam a situar a discussão sobre quem é o melhor batedor. Raphinha, cada vez mais protagonista no Barcelona, tem uma marca impressionante nas penalidades: em 23 tentativas na carreira, o jogador marcou 22 vezes. O único erro do atacante ocorreu em 2017, pelo Vitória de Guimarães.
Enquanto isso, Vini Jr. apresenta aproveitamento inferior ao do companheiro. Em 20 tentativas na carreira, o camisa 7 do Real Madrid converteu 14 e perdeu 6 cobranças. A diferença nas taxas de conversão alimenta o debate sobre a preferência por batedor, especialmente em momentos decisivos.
Do ponto de vista técnico e de estatística, a escolha do cobrador em campo passa por histórico, confiança do atleta e decisões do comando técnico. No amistoso contra a Austrália, o roteiro do jogo — com substituições e ocorrências dentro da área — determinou que ambos os atacantes tivessem espaço para executar penalidades e confirmarem seus números pessoais em campo.
O confronto contra a Índia, marcado para o próximo sábado, 3, será a próxima oportunidade para a comissão técnica avaliar alternativas e, possivelmente, confirmar prioridades na lista de executores para partidas oficiais.

