A rescisão encerra cinco temporadas em que o meia de 35 anos foi peça-chave, com títulos, gols decisivos e dois acessos históricos pela Onça-Pintada. Ele afirma que vai jogar perto da família.
A rescisão de contrato de Rafael Tavares com o Amazonas movimentou o futebol do estado e encerrou um ciclo de cinco temporadas em que o meia foi peça central na trajetória do clube. Aos 35 anos, o agora ex-camisa 10 deixa o time depois de conquistar títulos, marcar gols decisivos, ser artilheiro e participar dos dois acessos nacionais que marcaram a história recente da Onça-Pintada.
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Tavares chegou ao Amazonas em 2022 para disputar a Série D do Campeonato Brasileiro e teve papel fundamental na campanha que resultou no acesso à Série C. No ano seguinte, participou da nova promoção, desta vez à Série B, e integrou o elenco que conquistou o título brasileiro da Série C em 2023.
Além das conquistas coletivas, o meia teve destaque individual. Na campanha do primeiro acesso nacional, terminou como artilheiro da Série D, com 11 gols. No total de sua passagem pelo clube, registrou 28 gols e 18 assistências. Desde a fundação do Amazonas, em 2019, o clube disputou 243 partidas oficiais; Tavares esteve em campo em 169 delas, o equivalente a cerca de 70% dos jogos da história da equipe.
Revelado pelo São Paulo, onde passou pelas categorias de base ao lado de jogadores que alcançaram projeção nacional e internacional, Tavares encontrou no Amazonas a estabilidade e o protagonismo que transformaram sua carreira. No futebol amazonense, também conquistou o Campeonato Amazonense em 2023 e 2025, títulos que reforçaram seu vínculo com a torcida e com a trajetória de crescimento do clube.
A decisão de rescindir o contrato teve forte componente familiar. Em entrevista, o jogador revelou estar deixando o Amazonas para ficar mais perto da família, que mora em São Paulo. O sogro de Tavares passou por uma cirurgia na coluna e precisa de cuidados, o que influenciou diretamente a escolha do meia em buscar um clube mais próximo de casa.
— Não é só por causa do clube, não. Também tem uma questão familiar. Vou jogar mais perto de casa, mais próximo da minha família. Meu sogro não está muito bem, precisou passar por uma cirurgia na coluna e quase ficou tetraplégico. Estando lá perto, fica mais fácil para minha esposa vê-lo, visitá-lo e ficar próxima do pai dela. Foram essas questões que também pesaram bastante na decisão.
Mesmo diante do momento delicado, Tavares fez questão de demonstrar gratidão ao Amazonas pela trajetória construída ao longo dos últimos anos e reconhecer o papel que teve no período de maior crescimento do clube.
— Sou grato ao Amazonas e o que eu tinha que ter feito aqui eu já fiz, com a graça de Deus.
Ao deixar o clube, o meia soma um legado ligado aos principais capítulos da ascensão da Onça-Pintada: participações nos acessos à Série C (2022) e à Série B (2023), artilharia na campanha de acesso da Série D e o título brasileiro da Série C em 2023. A camisa 10 muda de dono, mas a contribuição de Rafael Tavares permanece entre os capítulos mais importantes da curta história do Amazonas.



