Carlos Santos, responsável pelo treinamento de Carlos Alcaraz dos cinco aos 12 anos, afirmou à Eurosport que a recente saída de Juan Carlos Ferrero da equipe do atual número 1 do mundo seguiu um roteiro semelhante ao que ele próprio enfrentou quando deixou o grupo do tenista.
“Assim que Samuel López entrou como treinador adjunto, ficou claro que uma mudança poderia acontecer”, relatou Santos. Segundo ele, as transições na equipe de Alcaraz costumam ser graduais para evitar alterações bruscas.
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O ex-técnico explicou que Ferrero já não acompanhava o espanhol em todos os torneios e que Alcaraz vinha treinando cada vez mais em Múrcia, afastando-se da academia do ex-número 1 do mundo em Alicante.
Santos apontou a questão financeira como ponto central do rompimento. “Quem administra tudo para o Carlitos não está convencido ou talvez ache que Ferrero esteja pedindo muito dinheiro. Esse é o ponto crucial”, declarou. De acordo com ele, também houve divergências sobre a disponibilidade de Ferrero para viajar a todos os torneios, algo que o treinador não estaria disposto a fazer.
Para Carlos Santos, o cenário repete o que ocorreu em sua própria saída. “Fiquei com Carlitos por oito anos, e com o Ferrero foram sete. Comigo foi igual: eu queria certas condições que o pai dele não via da mesma forma”, lembrou. O treinador acrescentou que o pai de Alcaraz continua tomando as decisões e que o tenista “teria continuado enquanto Juan Carlos quisesse”.
Recentemente, a equipe do espanhol confirmou Samuel López como técnico principal, enquanto ex-jogadores como Greg Rusedski avaliaram que Alcaraz terá dificuldades para substituir Ferrero.


