O Conselho Deliberativo da Ponte Preta aprovou a transformação do clube em SAF. Com 128 conselheiros presentes, a mudança foi aprovada com folga e sem abstenções.
Na noite de 17 de junho de 2026, a Ponte Preta passou a ser oficialmente uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF). A decisão foi tomada pelo Conselho Deliberativo do clube, que se reuniu no Salão Nobre do estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, SP, onde 128 conselheiros participaram da votação.
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Com 108 votos a favor e apenas 20 contra, a criação da SAF foi aprovada sem abstenções. Os conselheiros que se opuseram à nova gestão tentaram contestar a legalidade da votação, mas seus argumentos não foram aceitos. Apesar da tentativa de obter uma liminar que suspendesse a reunião, a Oposição não teve sucesso em primeira instância.
“Temos migalhas. Poucas migalhas”, afirmou o presidente Luis Antônio Alves Torrano, defendendo que a SAF é o único caminho viável para enfrentar a crise financeira que atinge o clube.
A aprovação da SAF, no entanto, ainda depende de uma Assembleia Geral que contará com a participação de aproximadamente 850 sócios e conselheiros. Durante a votação no Conselho, a expectativa era que 300 conselheiros pudessem votar, sendo 150 eleitos e 150 natos.
Embora 22 votos contrários tenham sido contados inicialmente, apenas 20 foram registrados na ata oficial. Alguns conselheiros da Oposição deixaram a sala antes da votação, influenciados pelo clima negativo que se instaurou. A lista dos conselheiros que votaram contra inclui nomes como Giovanni Dimarzio, João Carlos Cunha e Ueselis Amaral.
Antes da votação, os dois lados tiveram a oportunidade de expor suas opiniões. O conselheiro Gustavo Valio, representante da Oposição, expressou suas preocupações, mas foi interrompido várias vezes. O advogado Plínio Palmeira e o ex-diretor de marketing Ricardo José Silva também se manifestaram, mas enfrentaram resistência da maioria presente.
Uma comissão foi formada para implementar e regulamentar a SAF, e uma auditoria independente já está sendo realizada para determinar a dívida do clube, que é estimada entre R$ 300 milhões e R$ 500 milhões. A criação da comissão, no entanto, gerou desconfiança entre os opositores, que acreditam que a reunião anterior, onde a comissão foi definida, foi uma manobra para garantir a aprovação da SAF.
A sessão foi presidida por José Armando Abdala, que enfrenta críticas por sua gestão. A presença de poucos torcedores e o clima de tensão em frente ao estádio refletem o momento delicado que o clube atravessa.
Com a aprovação da SAF, a Ponte Preta inicia um novo capítulo em sua história, que pode ser visto como uma oportunidade de reestruturação ou como um risco, dependendo da perspectiva de cada torcedor.





