A Ponte Preta sofreu mais uma sanção em meio à sua crise financeira: a Câmara Nacional de Resoluções de Disputas (CNRD) aplicou um novo transfer ban que impede o clube de registrar atletas na CBF por um período inicial de seis meses. A penalidade foi motivada pelo não pagamento de parcelas previstas em acordo coletivo para quitação de dívidas milionárias.
A decisão, assinada pela relatora Ana Beatriz Macedo na última quinta-feira, aponta que a diretoria não apresentou comprovação, dentro do prazo estabelecido, dos pagamentos das parcelas vencidas em fevereiro, março e abril deste ano. O acordo, firmado em setembro de 2024, previa a regularização de aproximadamente R$ 18 milhões em débitos com jogadores, treinadores, intermediários e outros clubes, em parcelamento de até dez anos.
Motivo da sanção
O plano homologado pela CNRD exigia pagamentos mensais iniciais de R$ 150 mil. Com a nova inadimplência, a Ponte Preta voltou a ser sancionada e permanece impedida de inscrever novos jogadores até que comprove a quitação dos valores em atraso.
Consequências esportivas
Historicamente, punições desse tipo já afetaram o planejamento do clube: em temporadas recentes a Ponte enfrentou restrições semelhantes na CNRD e na Fifa, o que limitou inscrições para o Campeonato Paulista e obrigou o uso de atletas da base nos primeiros jogos, fator que contribuiu para o rebaixamento no estadual.
Embora a janela de transferências nacional esteja fechada até 20 de julho, o novo bloqueio representa preocupação para a sequência da Série B, prejudicando a possibilidade de reforços quando a abertura voltar a ocorrer.
Risco de punição internacional
Além da sanção nacional, a Ponte Preta corre o risco de sofrer medidas da Fifa por pendências envolvendo o zagueiro boliviano Luis Haquin. A dívida refere-se à segunda parcela de um acordo de R$ 227.777,75 pela passagem do atleta pelo Majestoso em 2024; se não regularizada, a entidade internacional pode impor novas restrições.
Crise interna
Nos bastidores, a crise segue afetando a rotina do clube. Desde meados de 2025, atrasos salariais atingem jogadores, funcionários e a estrutura administrativa, agravando o quadro diante das sanções e da pressão por resultados.
Em campo, a Ponte soma apenas sete pontos em 21 disputados na Série B e aparece próxima à zona de rebaixamento. O próximo jogo será neste sábado, às 18h30 (Brasília UTC-3), contra o Sport, no estádio Moisés Lucarelli, partida considerada importante para aliviar a pressão sobre elenco e comissão técnica.
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