O Santos anunciou contrato até dezembro que coloca Neymar pai à frente das decisões executivas e do dia a dia do clube. Sua permanência em 2027 depende da eleição: se Marcelo Teixeira vencer, tende a seguir.
O Santos oficializou, nesta sexta-feira, 6, Neymar pai como novo CEO do clube. O vínculo do empresário com a entidade terá validade inicial até dezembro deste ano, com atribuições que incluem atuação direta nas decisões executivas e no cotidiano administrativo da instituição.
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A permanência de Neymar pai no cargo para a temporada de 2027 dependerá do resultado do pleito eleitoral para a presidência do clube. Caso a chapa liderada pelo atual presidente Marcelo Teixeira vença a eleição, a tendência é a continuidade do executivo na função.
Antes da oficialização, o empresário já desempenhava papel ativo nos bastidores da Vila Belmiro, com aportes financeiros e participação direta em contratações de atletas, entre eles Arthur Melo e Philippe Coutinho, além de outros reforços citados pela diretoria. A atuação também incluiu intervenções na estrutura do clube: foi responsável por uma reforma ampla nas categorias de base e por melhorias em parte substancial dos camarotes da Vila Belmiro.
Em outra movimentação financeira relevante, Neymar pai desembolsou R$ 12 milhões para pagamento de um transfer ban do clube, envolvendo a contratação do meio-campista Jean Lucas. Esses movimentos reforçam o papel que vinha sendo desempenhado pelo empresário no ecossistema do clube antes da formalização do cargo executivo.
O atual executivo de futebol do Peixe, Alexandre Mattos, será mantido no cargo mesmo com a presença de Neymar pai na estrutura administrativa, mantendo-se a estreita relação profissional entre ambos. A composição da cúpula administrativa passa, assim, a combinar a função executiva agora formalizada com a manutenção da gestão de futebol já estabelecida.
O anúncio oficializa uma aproximação já visível nos últimos meses e formaliza responsabilidades que até então vinham sendo desempenhadas de forma mais pontual. Resta ao clube e à sua base eleitoral decidir, por meio do processo eleitoral previsto, se esse modelo seguirá em 2027, conforme o desfecho do pleito pela presidência.

