O cuiabano Neymar Daniel Alves, 16, subiu ao pódio nos Jogos da Juventude em Foz do Iguaçu. Depois de perder nas quartas, venceu na repescagem e fechou a disputa por bronze com um ippon sobre Henry Schotten.
O judoca mato-grossense Neymar Daniel Alves, de 16 anos, conquistou a medalha de bronze nos Jogos da Juventude 2026, disputados em Foz do Iguaçu (PR). Natural de Cuiabá, o atleta subiu ao pódio na categoria até 90 kg após seis combates, com campanha marcada por uma derrota nas quartas de final e recuperação nas repescagens.
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Na disputa que valeu a medalha, Neymar venceu Henry Schotten, de Rondônia, com um ippon, golpe que encerra imediatamente a luta. A vitória garantiu ao cuiabano a colocação no pódio da competição nacional voltada a atletas de 15 a 17 anos.
A trajetória do judoca é destacada também pelo nome, inspirado em dois jogadores conhecidos do futebol mundial. A escolha reuniu Neymar e Daniel Alves no registro do atleta mato-grossense, combinação que atraiu atenção durante o evento.
O pai do judoca, Izaías Alves, relatou como surgiu a ideia do nome antes do nascimento do filho, em 2010.
“Eu fui assistindo jogos do Santos, me encantei com o Neymar, aí eu falei que meu filho ia ser um craque. Eu não falei nada para minha esposa, era um desejo que eu tinha em mente só comigo mesmo. Aí meu filho Neymar nasceu em 2010”
A mãe, Cristiane Alves, explicou a tentativa inicial do pai de registrar um nome mais extenso e como o cartório atuou na escolha final.
“Ele deu o papel para a mulher do cartório identificando o nome que ele queria, e ela falou que não podia. Aí eu pensei: opa, tem alguma coisa errada. Deixa eu ver. Aí ele falou: ‘Vamos colocar Neymar Daniel Alves’. Daí eu falei: ‘Fazer o quê, né? Deixar ele colocar esse nome’. Ainda bem que ela proibiu de colocar ‘da Gávea’, senão nem ia saber o nome dele na hora”
Antes de se dedicar ao judô, Neymar tentou seguir no futebol: frequentou a escolinha ligada ao Santos em Cuiabá, mas deixou a modalidade por conta de lesões frequentes. Ele relatou a transição e como acabou se identificando com a nova modalidade.
“Já tentei jogar bola, fui na escolinha de futebol do Santos, Meninos da Vila, mas, por conta de machucar muito, eu acabei indo para o judô”
Sobre a adaptação ao judô, o atleta disse que no início resistiu, mas acabou abraçando a arte marcial e seguindo no alto rendimento.
“No começo eu realmente não queria, mas gostei muito da arte. Eu não parei mais e agora estou aqui, competindo no alto rendimento”
O pai, Izaías, também destacou a importância de oferecer oportunidades ao filho para a formação esportiva e pessoal.
“Eu gosto e vou passar para o meu filho, ser um esportista, ter educação e disciplina. Aprende muitas coisas boas. Eu dou a oportunidade, isso é muito importante”
Atleta do Instituto Reação e multi-campeão em Mato Grosso, Neymar já traçou os próximos objetivos após o bronze em Foz do Iguaçu: a meta principal é conquistar o título brasileiro sub-18 em 2027, última temporada na categoria. Ele afirmou que a rotina de treinos intensa e a determinação são prioridade para buscar novas medalhas e tentar uma vaga na seleção brasileira.
“O meu sonho mais próximo é ser campeão brasileiro sub-18 no ano que vem, em minha última temporada na categoria”
“Treinando todos os dias com muita intensidade, determinação, para conquistar medalhas e classificar para ser mais um componente da seleção brasileira”
Os Jogos da Juventude são organizados pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) e reúnem atletas de 15 a 17 anos classificados a partir do desempenho nos Jogos Escolares de seus respectivos estados. A edição de 2026 foi disputada em Foz do Iguaçu, no Paraná.
Com informações de ge.

