O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) solicitou o arquivamento da investigação que apurava possível apropriação indébita agravada pelo ex-presidente do Corinthians Augusto Melo no uso do cartão corporativo do clube.
Análise de faturas não encontrou despesas no cartão da presidência
Em requisição assinada pelo promotor Cássio Roberto Conserino, o MP informou que examinou as faturas dos cartões corporativos entre janeiro de 2024 e 26 de maio de 2025, período correspondente à gestão de Melo. Segundo o documento, não foi identificada nenhuma compra registrada no campo destinado exclusivamente ao presidente.
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O órgão ressalvou, entretanto, que a constatação “não significa afirmar que não houve uso do cartão corporativo para compras pessoais eventualmente com adicionais”. Por isso, as apurações sobre outros cartões vinculados ao clube prosseguem.
Ex-presidentes viram réus por suposto uso irregular
Enquanto o inquérito contra Augusto Melo foi arquivado, outros dois ex-mandatários alvinegros respondem na Justiça por suspeita de uso indevido dos cartões.


Imagem: Internet
- Duilio Monteiro Alves tornou-se réu por apropriação indébita em 5 de março de 2026. A denúncia foi aceita pela juíza Elaine Cristina Pulcineli Vieira Gonçalves, da 15ª Vara Criminal da Capital. O MP aponta despesas entre 2021 e 2023 com hotéis, salão de cabeleireiro, free shops, loja náutica e restaurantes, todas sem vínculo com a função presidencial. A magistrada, porém, negou pedidos de quebra de sigilo bancário e fiscal, bloqueio de bens e outras medidas cautelares.
- Andrés Sanchez já havia sido denunciado anteriormente e também responde por apropriação indébita agravada e continuada.
Com o pedido de arquivamento, Augusto Melo deixa de ser investigado pelo MP em relação ao cartão corporativo reservado à presidência, mas o Ministério Público mantém a análise sobre outros meios de pagamento do clube.
