Neste sábado (24), Ponte Pode Mais e Mãos Pontepretanas protocolaram no Comitê de Ética uma denúncia pedindo investigação e intervenção. O documento, apoiado por quase 50 pessoas, cita indícios de gestão temerária.
Campinas, SP — Neste sábado (24), os movimentos Ponte Pode Mais e Mãos Pontepretanas protocolaram uma denúncia no Comitê de Ética da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) solicitando intervenção na Associação Atlética Ponte Preta. O documento aponta supostas irregularidades e infrações éticas atribuídas à atual diretoria, com indícios de gestão temerária, e pede apuração dos fatos e adoção de providências.
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Segundo o material apresentado, a iniciativa reuniu o apoio de quase 50 pessoas, entre jogadores, ídolos do clube, conselheiros e torcedores, e teve como objetivo criar condições para a recuperação administrativa, financeira e esportiva da agremiação. O pedido busca medidas que preservem o clube, protejam seus profissionais e viabilizem um plano de recuperação.
O texto da denúncia detalha problemas enfrentados pela instituição e solicita que o Comitê de Ética da CBF atue na análise e na adoção de providências cabíveis. Os autores destacaram ainda a trajetória histórica da Ponte Preta no futebol brasileiro, o papel do clube na inclusão racial no esporte e a construção do Estádio Moisés Lucarelli, o Majestoso, apontando esses elementos como patrimônio que precisa ser protegido.
O grupo afirmou ter o apoio de parte significativa da coletividade pontepretana. Entre os nomes citados como apoiadores está o ex-meia Dicá, referido como o ‘Maior jogador da Ponte Preta de todos os tempos’. Contudo, os movimentos não entregaram ao Comitê qualquer documento que comprove formalmente a participação de ex-ídolos no documento encaminhado à entidade. Além disso, foi registrado que o jornalista Flávio Prado noticiou o manifesto em suas redes sociais.
Em manifestação conjunta, os líderes dos dois movimentos apresentaram o posicionamento e as reivindicações encaminhadas à CBF. O teor da declaração foi registrado na documentação da oposição e ressalta a união do grupo e as medidas que consideram necessárias para o clube.
“A oposição está unida e comprometida com a defesa da Ponte Preta e de sua apaixonada nação de torcedores. Nosso clube centenário está acima de interesses pessoais ou divergências políticas. Estamos somando forças para proteger sua história e construir um futuro com responsabilidade, transparência e planejamento.Defendemos a renúncia de toda a atual diretoria para viabilizar uma transição responsável, buscar soluções imediatas para os atrasos salariais, desenvolver um plano estratégico e atrair investidores sérios, comprometidos com o futuro do nosso futebol e com os anseios da nossa torcida.”
O documento foi elaborado com respaldo técnico do advogado André Megale, ex-diretor da CBF e sócio do escritório Rondino & Megale, que constou como responsável técnico pela denúncia. Na peça enviada ao Comitê de Ética, são apontados fundamentos que, segundo a análise técnica dos autores, configurariam administração temerária e justificariam a solicitação de intervenção.
“A denúncia trata de irregularidades e descumprimentos éticos atribuídos aos atuais dirigentes da Ponte Preta. É um documento robusto, que reúne elementos que, em nossa avaliação técnica, apontam para uma administração temerária e fundamentam o pedido de intervenção apresentado ao Comitê de Ética da CBF. A iniciativa conta com o apoio de dezenas de pessoas com relevância no cenário atual e passado do Clube, inclusive ídolos do futebol nacional e internacional, o que demonstra a dimensão da preocupação de todos. Nosso objetivo é que a entidade analise os fatos apresentados e adote as providências cabíveis.”
A oposição espera que a CBF avalie a denúncia e determine as medidas necessárias para proteger o patrimônio e a continuidade institucional do clube. O documento é voltado à preservação da história da Ponte Preta e à busca por soluções que revertam o quadro de crise apontado pelos movimentos.

