O julgamento sobre a morte de Diego Armando Maradona teve início na Argentina, com o foco em determinar se o falecimento do ícone do futebol foi resultado de negligência médica ou se houve dolo eventual. Aqui estão os principais pontos do caso:
Acusação:
- Homicídio simples com dolo eventual: A promotoria alega que os oito acusados, profissionais de saúde, estavam cientes de que suas ações ou omissões poderiam levar à morte de Maradona, e mesmo assim, não tomaram medidas suficientes para evitá-la.
- Os promotores do caso, Patricio Ferrari, Cosme Iribarren e Laura Capra, acusam os réus de “homicídio com dolo eventual”, com penas que variam de oito a 25 anos de prisão.
- Argumenta-se que houve negligência no cuidado de Maradona, especialmente em sua recuperação pós-operatória.
Defesa:
- Os advogados de defesa buscam demonstrar que a morte de Maradona foi um desfecho inevitável devido ao seu histórico médico e dependências.
- Eles pretendem apresentar provas para sustentar a ideia de que os acusados fizeram o possível dentro das circunstâncias.
- Os advogados de defesa tentarão refutar a acusação de dolo eventual, argumentando que não houve intenção de causar a morte de Maradona.
Outros pontos relevantes:
- Oito suspeitos são acusados de homicídio simples com dolo eventual.
- O julgamento está a cargo do Tribunal Oral Criminal (TOC) nº 3.
- Uma oitava suspeita, a enfermeira Gisela Dahiana Madrid, será julgada mais tarde em um julgamento por júri.
- A autópsia determinou que Diego Armando Maradona faleceu aos 60 anos, em 25 de novembro de 2020, vítima de um “edema agudo de pulmão” e de “insuficiência cardíaca”.
O julgamento promete ser complexo e emocional, e as provas e depoimentos apresentados serão cruciais para determinar a responsabilidade na morte de um dos maiores ícones do futebol mundial.