O futebol brasileiro perdeu nesta terça-feira (18) um de seus treinadores mais respeitados. Otacílio Gonçalves, conhecido como “Chapinha”, morreu em Porto Alegre aos 85 anos. A família não divulgou a causa do falecimento nem detalhes sobre velório.
Nascido em Santa Maria (RS), Otacílio construiu a carreira sem ter atuado como jogador profissional. Iniciou-se como auxiliar técnico do Internacional na década de 1970 e integrou a comissão campeã brasileira em 1975, 1976 e 1979, então sob os comandos de Rubens Minelli e Ênio Andrade.
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Trajetória nos bancos de reservas
Em 1984, assumiu o time principal do Inter. Nos anos seguintes, passou por clubes tradicionais do Sul, como Athletico-PR, Coritiba, Grêmio e Pinheiros-PR. Em 1991, dirigiu a Portuguesa e integrou a comissão técnica da Seleção Brasileira na Copa América, no Chile, quando a equipe foi vice-campeã comandada por Paulo Roberto Falcão.
Otacílio retornou ao Paraná para treinar o Paraná Clube e, em 1993, conduziu o Palmeiras no início da era Parmalat. Ainda trabalhou em Atlético-MG, Yokohama Flugels (Japão), Gama-DF, Santa Cruz-PE e outras equipes, encerrando a carreira em 2002, outra vez no Paraná Clube.
Títulos e reconhecimento
Entre as conquistas, destacam-se o tricampeonato brasileiro com o Internacional (como auxiliar), o Campeonato Gaúcho, o Torneio Heleno Nunes, a Copa Kirin, um estadual gaúcho pelo Grêmio, quatro Campeonatos Paranaenses e o título da Série B pelo Paraná Clube.
Vida fora dos gramados
Depois de pendurar a prancheta, trabalhou como comentarista esportivo. Era casado com Maria do Carmo, pai de três filhos e avô dedicado, visitando frequentemente os netos que vivem na Austrália. Em Porto Alegre, gostava de se reunir com amigos no Clube do Comércio para partidas de sinuca e canastra.

