Dossiê enviado à entidade aponta uma onda estimada de 24,99 m surfada em Nazaré em 13/12/2025. Se reconhecida, a marca superaria os 22,40 m de Maya Gabeira, recorde feminino atual.
Michelle des Bouillons enviou um dossiê ao Guinness World Records nas últimas semanas na tentativa de confirmar uma onda estimada em 24,99 metros surfada no dia 13 de dezembro de 2025, em Nazaré, Portugal. A medida, se reconhecida pela entidade, transformará a surfista em dona da maior onda já surfada por uma mulher.
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A marca buscada por Michelle supera o recorde atual feminino, pertencente à também carioca Maya Gabeira, que registrou 22,40 metros em 11 de fevereiro de 2020, na mesma Praia do Norte, em Nazaré. A medição apresentada à instituição foi encomendada pela própria surfista e contou com a análise de especialistas em ondas.
Michelle já havia sido premiada no Big Wave Challenge pela maior onda feminina do ano, mas a organização optou por não oficializar a medição feita pela surfista. Naquele ato, Michelle encarou o paredão acompanhada pelo marido, o big rider Ian Cosenza; ela chegou a cair e foi resgatada por ele durante a atuação em Nazaré.
“A expectativa é muito boa. Estou seguindo os procedimentos que precisam ser feitos: dossiê, documentação, comprovações. Espero que em breve consigamos trazer esse título”
A previsão inicial é que o Guinness World Records leve pelo menos 12 semanas para analisar o dossiê e se manifestar sobre a homologação da medição. Enquanto isso, segue o processo de envio de documentação e comprovações técnicas para embasar a estimativa de 24,99 metros.
Michelle ressaltou ainda a importância do trabalho em equipe nas ondas gigantes, destacando a confiança entre surfista e equipe de apoio na água, especialmente nas manobras em paredões de grande porte. A surfista descreveu a necessidade de sincronia com os pilotos de motos aquáticas para garantir posicionamento e segurança na entrada das ondas.
“Uma onda desse tamanho nunca é um trabalho individual. Existe muita confiança entre o surfista e quem está na moto aquática. O Ian conhece o mar, conhece meu surfe e sabe exatamente o que precisa fazer para me colocar na onda. Naquele momento, a gente precisa estar completamente conectado”
Outra situação semelhante envolve o brasileiro Rodrigo Koxa, que também busca homologação de uma medição não confirmada pelo Big Wave Challenge. A sua onda foi estimada em 29,15 metros; caso seja reconhecida, Koxa poderá recuperar o recorde mundial, atualmente registrado pelo alemão Sebastian Steudtner com 26,21 metros em Nazaré.
“A minha linha foi no limite, dentro do pocket (área de maior energia da onda), na parte mais sinistra. Consegui descer reto porque a formação estava muito boa, lisa. Deu para colocar o bico da prancha para baixo e despencar do lip à base”
Até a decisão do Guinness, a situação permanece em análise, com a expectativa de resposta dentro do prazo previsto de aproximadamente 12 semanas a partir do recebimento do dossiê.



