A diretoria do Olympique admite a possibilidade de janeiro sem contratações e busca convencer autoridades antes do Natal. O clube antecipa até dois anos de austeridade após vendas e cortes salariais.
O Olympique de Marseille corre o risco de passar novamente por uma janela de transferências sem contratar, desta vez na abertura de janeiro, enquanto trabalha com a perspectiva de até dois anos de austeridade para reorganizar as contas do clube. A diretoria ainda espera convencer as autoridades antes do Natal a liberar espaço financeiro para, ao menos, uma operação de menor porte durante a janela de inverno.
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No último verão europeu, o técnico Bruno Genesio viu o clube vender jogadores importantes, reduzir salários e encerrar a janela sem nenhuma contratação, mesmo com o time disputando a Liga Europa. Esse cenário de restrição poderá se repetir caso o Marseille não obtenha liberação das autoridades competentes.
A situação esportiva pode se complicar caso o elenco perca peças em janeiro. Pierre-Emile Hojbjerg voltou a aparecer entre os alvos da Juventus, enquanto Igor Paixão também está entre os jogadores associados a uma possível saída. Outros nomes do plantel despertaram interesse recentemente, mas, neste momento, essas possíveis negociações ainda precisam ser tratadas com cautela.
A principal preocupação interna é a possibilidade de vender atletas sem ter liberdade financeira suficiente para substituí-los. O próprio diretor esportivo Grégory Lorenzi já havia alertado para esse risco durante o mercado de verão, destacando o impacto que a saída de jogadores-chave pode ter sobre o equilíbrio do grupo.
‘Se precisar reduzir o salário para ajudar o clube, é o melhor a fazer’
Além da janela de janeiro, a direção do clube projeta trabalhar com uma “verba magra” na próxima temporada de transferências, com o objetivo de ganhar tempo e reorganizar a situação financeira. A expectativa de um período mais longo de contenção de gastos indica que as limitações impostas desde o último verão podem não ser apenas uma exceção pontual.
“Marseille se dá dois anos para colocar as contas em ordem e voltar a ser competitivo esportivamente”
Segundo essa perspectiva, o clube aceitará uma margem reduzida para reforçar o elenco nos próximos anos enquanto prioriza a estabilidade financeira. Para o treinador Bruno Genesio, a consequência é manter o clube competitivo na Ligue 1 e nas competições europeias com pouca margem de manobra para aquisições.
O desafio administrativo também será atravessar esse período sem perder jogadores considerados fundamentais para o projeto, especialmente após a forte redução de custos promovida no último mercado. Frank McCourt e Stéphane Richard aparecem no quadro dirigente do clube enquanto a direção busca equilibrar prioridades esportivas e financeiras.
Em resumo, o Marseille encara a possibilidade concreta de repetir a ausência de reforços imediatos em janeiro e adotar um plano de austeridade de até dois anos, com impacto direto no planejamento esportivo e na composição do elenco.

