Marrocos, que ficou em quarto lugar na Copa do Mundo do Catar e é o sexto na América do Norte, planeja sediar a Copa do Mundo de 2030. O país se unirá a Espanha e Portugal na candidatura euro-africana para o evento.
O técnico da seleção marroquina, Mohmmed Ouahbi, expressou otimismo ao afirmar: “Na última Copa tínhamos um sonho, daqui para frente temos expectativas.” A seleção marroquina foi eliminada pela França nas quartas de final em Boston.
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Com o objetivo de receber 20 jogos do próximo Mundial, Marrocos está investindo fortemente em sua infraestrutura, incluindo melhorias nos transportes, na rede turística e na construção de estádios.
Um dos principais objetivos do país é sediar a final do torneio no Grand Stade Hassan II, que está em construção na província de Benslimane, próxima a Casablanca. Este estádio, projetado para ser o maior do mundo, terá capacidade para 115 mil espectadores e exigirá um investimento de aproximadamente US$ 500 milhões (cerca de R$ 2,5 bilhões).
A cobertura do novo estádio será inspirada nas tendas tradicionais do deserto, conhecidas como “moussem”, além de contar com jardins suspensos a 28 metros do solo. A estimativa é que a arena esteja pronta entre 2027 e 2028.
Paralelamente à construção do Grand Stade, outros estádios estão sendo ampliados e reformados em várias cidades, como Rabat, Tânger, Marrakech, Fez e Agadir, para atender às exigências da FIFA.
A repórter Ibtissam Benchanna afirmou que “bilhões de dirhams (moeda marroquina) foram destinados a essas melhorias”.
O programa de investimento também inclui a modernização da rede de transportes, que abrange aeroportos, rodovias e ferrovias. O governo marroquino planeja expandir a rede ferroviária de alta velocidade entre Kenitra e Casablanca até Marrakech, com uma extensão de cerca de 430 quilômetros.
Esse projeto, que tem um orçamento estimado em 96 milhões de dirhams marroquinos (R$ 52 bilhões), promete facilitar o acesso ao Aeroporto Internacional Mohammed V e desenvolver serviços de trens metropolitanos nas regiões de Casablanca, Rabat e Marrakech.
Ibtissam destacou que “espera-se que esses projetos reduzam congestionamentos, conectem estádios, aeroportos e centros urbanos, e tornem mais rápido o deslocamento entre as cidades-sede”.
A jornalista também mencionou que, apesar de haver tanto apoiadores quanto críticos em grandes projetos nacionais, o objetivo é que a Copa do Mundo transforme a imagem, a infraestrutura e o prestígio internacional do Marrocos.
O monarca Mohammed VI almeja que o futebol se torne um símbolo de êxito e desenvolvimento no país, enfatizando a importância do evento como uma conexão entre África e Europa e entre os mundos africano, árabe e euro-mediterrâneo.
“O futebol é uma visão de futuro, um compromisso a longo prazo, uma governança eficiente e transparente e um investimento em infraestruturas e no capital humano”, afirmou o rei.
Marrocos já teve uma experiência anterior ao sediar a Copa Africana de Nações, o maior torneio continental, que serviu como um teste para a realização da Copa do Mundo.

