Quase 20 anos depois, Mancini recorda o lance pela Roma: seis pedaladas em Anthony Réveillère e chute que abriu o 2 a 0 em Lyon, nas oitavas da Champions. Ele diz estar orgulhoso por fazer parte da história do torneio.
Quase 20 anos depois, Amantino Mancini voltou a falar sobre um dos gols mais lembrados de sua passagem pelo futebol europeu. Em março de 2007, pela Roma, o atacante recebeu pela esquerda, aplicou uma sequência de seis pedaladas sobre Anthony Réveillère e finalizou com força para marcar contra o Lyon, pelas oitavas de final da UEFA Champions League. A Roma venceu por 2 a 0 em Lyon e avançou às quartas de final depois do empate sem gols na ida.
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“Fico feliz por fazer parte da história da Champions League graças àquele gol fantástico contra o Lyon, que tinha um time muito forte, com Juninho Pernambucano, Florent Malouda e Éric Abidal. Tive a sorte de marcar aquele gol, um gol à brasileira, com aquelas famosas pedaladas, em uma jogada individual. Foi um gol bonito e importante porque classificou a Roma para as quartas de final.”
No relato sobre o lance, Mancini definiu a finalização como uma jogada tipicamente brasileira e realçou a importância do resultado para a classificação da equipe italiana. Ao revisitar o episódio, o ex-jogador também fez uma reflexão sobre o futebol atual, afirmando que atuações individuais desse tipo aparecem com menos frequência.
“Não vemos mais muitos gols assim. Acho que falta ao futebol atual esse tipo de jogada, jogadores que driblam no um contra um e conseguem fazer a diferença individualmente.”
Ao citar nomes que considerou capazes de manter esse repertório de drible, Mancini mencionou jogadores de gerações diferentes. Ele destacou o atacante Estêvão, atualmente no Chelsea, e Vinicius Jr, do Real Madrid, além de citar Rayan como outro nome de seu agrado.
“Acho que o Estêvão, do Chelsea, tem qualidade para isso. Vinicius Jr, no Real Madrid, também. Gosto muito do Rayan também. Espero que esse futebol bonito e alegre volte a ficar na moda.”
Você pode gostarPatrocinado · MGIDA menção a Estêvão aproxima a observação de Mancini do futebol brasileiro contemporâneo: o atacante já demonstrou na Seleção capacidade para desequilibrar com dribles, combinações e infiltrações, características que explicam por que o ex-jogador o enxerga como um dos responsáveis por preservar esse tipo de jogada.
Apesar do peso histórico do gol contra o Lyon, Mancini ressaltou que não considera esse o mais bonito de sua carreira. O favorito, segundo ele, continua sendo um gol de calcanhar marcado contra a Lazio, fruto de uma jogada bastante trabalhada nos treinamentos.
O duelo de 2007 também teve desdobramentos extra-campo: após a partida, houve interesse do Lyon em contratá-lo e Mancini chegou a se reunir com o então presidente Jean-Michel Aulas. Segundo o ex-jogador, as negociações não avançaram e ele permaneceu na Roma. Anos depois, com menos espaço na Inter, o atacante contou que também recebeu propostas do Olympique de Marseille, então comandado por Didier Deschamps, mas que essas conversas igualmente não evoluíram.
“Depois daquele gol, realmente houve interesse do Lyon, que estava muito interessado na minha contratação. Mas as negociações não avançaram e acabei ficando na Roma.”
Em outro trecho da conversa, Mancini foi questionado sobre qual jogador francês mais o impressionou entre os vários com quem dividiu o vestiário. Mesmo tendo atuado ao lado de nomes como Vincent Candela, Philippe Mexès, Olivier Dacourt, Ludovic Giuly e Mathieu Flamini, ele apontou Patrick Vieira como o que mais o impressionou, destacando qualidade técnica, inteligência de jogo e conhecimento tático.
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