Morando em Madri e dedicado aos estudos para obter licença de treinador, o ex-jogador da seleção brasileira Júlio Baptista afirmou que profissionais negros enfrentam mais dificuldades para comandar equipes de elite.
“Eu gostaria de treinar, mas nós, negros, somos penalizados”, declarou o ex-meia ao jornal italiano Gazzetta dello Sport.
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Pouca representatividade nas grandes ligas
Baptista destacou a escassez de técnicos negros nas cinco principais ligas europeias — Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha e França. “Quantos treinadores negros você vê nessas ligas? Eu não vejo muitos. Quero acreditar que é coincidência, mas, infelizmente, acho que não. Há menos oportunidades. Espero ser eu quem vai reverter a tendência”, afirmou.
Primeira experiência à beira do campo
O primeiro contato do brasileiro com o banco de reservas ocorreu no Real Valladolid, onde integrou a comissão técnica das categorias de base entre 2019 e 2023, período em que o clube espanhol teve Ronaldo Fenômeno como acionista.
Carreira de destaque como jogador
Revelado pelo São Paulo, Júlio Baptista brilhou no futebol espanhol defendendo Sevilla, Real Madrid e Málaga. Na Europa, atuou ainda por Roma (Itália), Arsenal (Inglaterra) e Cluj (Romênia). No Brasil, vestiu a camisa do Cruzeiro, e nos Estados Unidos, a do Orlando City.
Mesmo ciente dos obstáculos, Baptista garante que continuará perseguindo o objetivo de assumir uma equipe profissional. “Nunca diga nunca”, resumiu.


