O Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) marcou para a próxima segunda-feira, 10 de novembro, o julgamento do recurso apresentado pela defesa do atacante Bruno Henrique, do Flamengo. A sessão é a última instância da Justiça Desportiva brasileira.
Em setembro, a 1ª Comissão Disciplinar do STJD suspendeu o jogador por 12 partidas e aplicou multa de R$ 60 mil por entender que ele forçou um cartão amarelo em 2023, na partida contra o Santos, no estádio Mané Garrincha, pelo Campeonato Brasileiro, favorecendo apostadores. Desde então, o camisa 27 segue em campo graças a um efeito suspensivo concedido pelo Tribunal em 13 de setembro.
📖 Leia Também
Possível impacto na Libertadores
A final da Copa Libertadores está marcada para 29 de novembro, exatamente 19 dias após o julgamento. Especialistas consultados apontam que, caso a condenação seja confirmada, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) poderá solicitar à Conmebol e à Fifa a extensão internacional da punição, procedimento comum em casos de manipulação de resultados.
A advogada Fernanda Soares explica que a internacionalização não é automática: “Se o Pleno mantiver a pena, a CBF precisa pedir à Conmebol e à Fifa. Dependendo da celeridade dessas entidades, Bruno Henrique pode ser impedido de atuar na decisão”.
Para o advogado Milton Jordão, o Código Disciplinar da Fifa permite ampliar qualquer sanção aplicada no território nacional. “O STJD deve oficiar o Comitê Disciplinar da Fifa caso queira tornar a punição mundial”, observa.
Casos recentes ligados à operação Penalidade Máxima mostram que a federação internacional costuma acatar rapidamente pedidos envolvendo manipulação de resultados. Nesses episódios, atletas brasileiros tiveram suas suspensões estendidas a todas as ligas filiadas.
Outras movimentações processuais
Além do recurso da defesa, a Procuradoria do STJD recorreu para agravar a pena. O julgamento ocorreria em 30 de outubro, mas foi adiado por questões de segurança pública após uma megaoperação policial no Rio de Janeiro, que levou ao cancelamento das sessões naquela semana.
Se a condenação for mantida e a pena for internacionalizada, Bruno Henrique poderá ficar fora de qualquer competição organizada por entidades filiadas à Fifa, incluindo a final da Libertadores. Até lá, o jogador segue liberado pelo efeito suspensivo.


