A International Surfing Association (ISA) apresentou ao Comitê Olímpico Internacional (COI) um pacote de mudanças nos critérios de classificação do surfe para os Jogos de Los Angeles 2028. A proposta corta pela metade o número de vagas obtidas pelo ranking do Circuito Mundial (CT) da World Surf League (WSL) e amplia o peso de disputas organizadas pela própria ISA.
Principais pontos da proposta
• Redução de vagas via WSL: de dez homens e oito mulheres em Paris-2024 para cinco surfistas de cada gênero em 2028, com limite de um atleta por país.
• Redistribuição das vagas: lugares que deixariam de vir do CT passariam a ser definidos no ISA Games e em torneios continentais chancelados pela entidade, como Jogos Pan-Americanos, Europeus e Asiáticos.
• Momento do ranking: em vez da classificação baseada no ranking completo da temporada anterior aos Jogos, a contagem consideraria o ranking do próprio ano olímpico após as quatro primeiras etapas do CT.
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Reação dos atletas
Fontes ouvidas pelo UOL apontam insatisfação entre competidores da elite. O receio é de que a mudança privilegie resultados pontuais, sujeitos às condições do mar, em detrimento da regularidade ao longo de uma temporada inteira. Há ainda preocupação com o recorte inicial do calendário: seguindo a programação prevista para 2026, três das quatro primeiras etapas ocorreriam em ondas de “direita”, o que poderia beneficiar surfistas regulares (pé direito atrás da prancha) e limitar a variedade de condições avaliadas.
Próximos passos
O documento foi encaminhado diretamente ao COI, e as federações nacionais já foram comunicadas. Até o momento, não há confirmação de que as alterações serão aprovadas. As discussões permanecem em fase preliminar, mas, se validadas, representarão a maior mudança no processo olímpico do surfe desde a estreia do esporte em Tóquio-2020.


