A conquista do primeiro título nacional da Ponte Preta, celebrada neste sábado (25) no Estádio Moisés Lucarelli, terminou sem a tradicional cerimônia de premiação. Após a vitória por 2 a 0 sobre o Londrina, milhares de torcedores invadiram o gramado e obrigaram a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) a adiar a entrega do troféu e das medalhas da Série C por motivo de segurança.
Jogo e comemoração
O time campineiro abriu o placar com Toró, em jogada de velocidade, e ampliou aos 28 minutos do segundo tempo, quando Elvis converteu pênalti. Antes mesmo do apito final, fogos de artifício foram disparados e o grito de “é campeã” tomou conta das arquibancadas. Logo após a partida, o alambrado foi derrubado e o gramado, tomado por torcedores em busca de comemorar ao lado dos jogadores.
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Confusão em campo
Aos 28 da etapa final, logo após o segundo gol, integrantes das comissões técnicas e reservas de ambas as equipes se desentenderam, gerando empurrões e agressões que interromperam o jogo por cerca de oito minutos. O técnico Roger, do Londrina, foi expulso, assim como os suplentes Kevyn, da Ponte Preta, e Vanderley, do Londrina. Após a paralisação, a partida prosseguiu sem novas ocorrências dentro de campo.
Segurança e adiamento da premiação
Com o gramado completamente lotado, a CBF considerou inviável montar o pódio de premiação. A federação decidiu retirar o troféu do campo e remarcar a cerimônia, ainda sem data definida. Enquanto isso, torcedores recolheram lembranças da noite histórica, levando pedaços da rede, da grama e fragmentos do alambrado.
O título encerra um jejum de 125 anos sem conquistas nacionais e coloca a Ponte Preta na galeria de campeões brasileiros, ainda que a taça só seja entregue quando houver condições adequadas de segurança.

