Painéis consultivos da IFAB deram pouco apoio à proposta de Wenger, e os testes têm baixa chance de prosseguir. Na Canadian Premier League, o experimento exigia espaço visível entre atacante e penúltimo defensor.
Os testes da regra de impedimento defendida por Arsène Wenger dificilmente terão continuidade após a falta de apoio observada nos painéis consultivos da Ifab (International Football Association Board), que se reuniram nesta terça-feira, 27.
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A proposta estabelece que um jogador de ataque só deve ser considerado impedido caso haja espaço visível entre todo o seu corpo e o penúltimo defensor, com o objetivo de eliminar marcações milimétricas. O conceito foi aplicado ao longo do ano na Canadian Premier League (CPL), principal liga do Canadá, como experimento prático da mudança.
De acordo com a BBC, relatórios avaliados pelos comitês técnicos e de futebol apontaram reflexos diretos no ritmo de jogo nas partidas analisadas. Ao longo de 112 partidas observadas na liga canadense, os dados registrados mostraram efeitos claros sobre decisões de arbitragem, volume de gols e posicionamento defensivo.
Números observados na CPL
- 54%: redução nas decisões de impedimento anotadas em campo.
- +13 gols: acréscimo no total de gols assinalados nas partidas avaliadas.
- 3 metros: recuo médio das linhas defensivas para proteger a profundidade.
Apesar do leve aumento no número de gols, a mudança gerou resistência nos bastidores. O recuo forçado das defesas e a desvantagem percebida pelos zagueiros em lances de bola parada motivaram preocupações entre os integrantes dos comitês, que incluem ex-jogadores, técnicos e árbitros. Esses membros entenderam que o modelo produziu distorções táticas sem oferecer benefício proporcional ao espetáculo.
Os relatórios técnicos também apontaram impacto no ritmo e na dinâmica das partidas, o que influenciou a avaliação dos painéis consultivos. A aplicação no Canadá foi acompanhada pelo sistema simplificado de suporte em vídeo para arbitragem (FVS), usado como ferramenta de análise durante o teste.
Com a falta de apoio registrada nas reuniões realizadas nesta terça-feira, 27, a medida não deve figurar no pacote de alterações estudadas para a temporada 2027/28. A decisão dos painéis consultivos indica que, por ora, a Ifab manterá cautela na adoção desse tipo de alteração à lei do impedimento, diante dos efeitos observados na prática.

