Nos acréscimos da Copa Simón Bolívar, o goleiro do Wilstermann se recusou a defender um pênalti e deixou a meta praticamente vazia. A cobrança decidiu o jogo e gerou protestos contra o árbitro Carlos Arteaga.
Uma cena incomum marcou o encerramento de um duelo da Copa Simón Bolívar: no final da partida entre Wilstermann Cooperativas e Independiente Cochabamba, o goleiro Gustavo Tesonotte optou por não tentar defender uma cobrança de pênalti e deixou a meta praticamente sem proteção. A cobrança, nos minutos finais, definiu o resultado em 3 a 2 a favor do Independiente.
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O confronto estava empatado em 2 a 2 quando o árbitro Carlos Arteaga assinalou a penalidade. Jogadores do Wilstermann contestaram a marcação e alegaram que não houve falta na jogada que originou o pênalti. Tesonotte participou das reclamações à arbitragem antes da cobrança.
No momento da cobrança, o goleiro argentino posicionou-se ao lado da trave e permaneceu imóvel, deixando o centro do gol desprotegido. Ernesto Adiri assumiu a responsabilidade pela execução da penalidade e converteu, colocando a bola nas redes. O gol foi marcado nos acréscimos e definiu a vitória do Independiente Cochabamba por 3 a 2.
Após o apito final, a controvérsia sobre o lance teve desdobramentos fora de campo. A Comissão Nacional de Árbitros da Federação Boliviana analisou a jogada e concluiu que a infração não havia ocorrido, determinando a suspensão do árbitro Carlos Arteaga por tempo indeterminado.
A entidade entendeu que a decisão equivocada teve influência direta no resultado do confronto, o que motivou a medida disciplinar contra o árbitro.
O episódio ganhou contornos adicionais porque a competição não conta com o auxílio do VAR, fato que manteve a marcação inicial mesmo diante dos protestos dos jogadores do Wilstermann e impediu a revisão imediata da jogada.
Sobre a atitude adotada no momento da cobrança, o clube informou que a atitude foi discutida entre jogadores, comissão técnica e dirigentes presentes no estádio. Em relato posterior do próprio Tesonotte, foi afirmado que a intenção era manifestar protesto contra o que consideravam uma decisão injusta.
Segundo Tesonotte, a intenção era protestar contra uma decisão que consideravam injusta.
O lance e a suspensão do árbitro passaram a ser os principais fatos da partida na análise da competição, deixando repercussão institucional devido à ausência de recursos de revisão e à conclusão da comissão disciplinar sobre a influência da marcação no resultado.
