Pep Guardiola reconheceu um dos maiores arrependimentos de sua passagem pelo Manchester City: não ter oferecido mais oportunidades a Joe Hart nos primeiros meses como treinador do clube. A declaração foi feita às vésperas da sua despedida oficial, prevista para neste domingo, contra o Aston Villa, pela última rodada da Premier League.
Guardiola, que completou uma década no comando do City e conquistou 20 títulos pelo clube, disse que lamenta ter encerrado rapidamente a trajetória do goleiro, ídolo que havia sido titular por seis temporadas.
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O episódio remete ao início da temporada 2016/17, quando Hart acumulava 347 partidas pelo City e era o dono da posição na seleção inglesa. Ao assumir, Guardiola priorizou um modelo de jogo que exige que o goleiro participe mais da construção com os pés. Por esse motivo, o clube contratou o chileno Claudio Bravo, vindo do Barcelona, e, pouco depois, Hart foi emprestado ao Torino, encerrando quase sem chances sua longa passagem em Manchester sob o comando de Pep.
Anos depois, mesmo com o sucesso consolidado com Ederson no gol, Guardiola afirmou que poderia ter tentado integrar Hart ao seu estilo antes de tomar a decisão de afastá‑lo. O treinador disse que, olhando para trás, deveria ter dado ao goleiro a oportunidade de se adaptar ao novo modelo antes de decidir pela saída.
A despedida de Guardiola marca o fim de um período de grande sucesso para o City, que durante sua gestão acumulou títulos nacionais, dominou a Premier League e alcançou conquistas internacionais, como a Champions League e o Mundial de Clubes. Além dos troféus, o espanhol foi responsável por mudanças táticas significativas, como a aposta em posse de bola, pressão alta e construção desde a defesa — aspectos que influenciaram a avaliação sobre o perfil desejado para o goleiro.
Ao se preparar para deixar o clube, Guardiola demonstrou que, apesar da coleção de títulos, guarda reflexões pessoais sobre decisões tomadas no início de sua passagem pelo Manchester City.

