Documentos confidenciais aos quais a ESPN teve acesso revelam que o contrato de patrocínio firmado entre o Grêmio e a casa de apostas Alfa, assinado em fevereiro de 2025, estabelecia bônus de até R$ 17,5 milhões caso o clube atraísse novos apostadores para a plataforma.
Pelo acordo, a Alfa pagaria R$ 2,5 milhões se 500 mil novos usuários se cadastrassem indicando o Grêmio como clube de preferência. Após essa marca, seriam acrescentados R$ 500 mil a cada bloco adicional de 100 mil clientes, limitado a R$ 5 milhões por ano. Como o compromisso era válido por três temporadas, o valor extra poderia chegar a R$ 17,5 milhões ao fim do vínculo.
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Além do bônus por aquisição de clientes, o contrato previa:
- Valor fixo de R$ 135 milhões, dividido em três parcelas anuais de R$ 45 milhões;
- Bonificação por desempenho esportivo de até R$ 46,5 milhões (R$ 15,5 milhões por ano).
No total, o patrocínio poderia render até R$ 165,5 milhões ao clube gaúcho.
Pagamentos interrompidos e ação na Justiça
Segundo o processo, a Alfa suspendeu os repasses em outubro de 2025, sem apresentar justificativa. Diante da inadimplência, o Grêmio solicitou a rescisão contratual em dezembro do mesmo ano e ingressou com ação judicial.
Na 2ª Vara Cível do Foro Regional do 4º Distrito da Comarca de Porto Alegre, o clube cobra R$ 7.837.894,13 referentes a parcelas vencidas e multa de R$ 21.064.395,69, totalizando R$ 28.902.289,82. O caso tramita sob segredo de Justiça.


Imagem: Internet
Procurada, a diretoria tricolor afirmou que não comentará o tema em razão do sigilo. A reportagem não localizou representantes da Alfa.
Assim como o Grêmio, o Internacional também tinha acordo de patrocínio com a Alfa e acionou a empresa judicialmente após atraso nos pagamentos, mas os documentos desse processo ainda não foram obtidos.
