O São Paulo saiu do Maracanã, na noite de ontem (28), com uma derrota histórica por 6 a 0 para o Fluminense, pela 36ª rodada do Campeonato Brasileiro, e passou a conviver com consequências diretas na tabela e nos bastidores.
Classificação comprometida
Com 48 pontos, o Tricolor permanece em oitavo lugar, mas não tem mais chances de alcançar o G7 — zona que garante vaga na Libertadores. O Bahia, sétimo colocado, soma 56 pontos e não pode mais ser ultrapassado faltando apenas duas rodadas.
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A própria oitava posição está ameaçada. Se vencer o Botafogo no domingo, o Corinthians chegará aos mesmos 48 pontos e igualará as 13 vitórias são-paulinas, levando vantagem no saldo de gols (atualmente –4 contra –6). O Atlético-MG também pode atingir 48 pontos caso derrote o Fortaleza, mas ficaria atrás pelo número de vitórias (12).
Caso termine fora do oitavo lugar, o São Paulo dependerá de um eventual título de Cruzeiro ou Fluminense na Copa do Brasil para ver o G7 virar G8 e ainda sonhar com a Libertadores.
Ambiente pesado
Após o apito final, o volante Luiz Gustavo criticou publicamente a diretoria. Na zona mista, o executivo de futebol Rui Costa classificou o revés como responsabilidade coletiva e ressaltou que “não é hora de apontar o dedo”. A direção marcou reunião com o elenco na reapresentação de hoje para discutir o desempenho e definir responsabilidades, em meio a um clima de crise interna.
Resumo do massacre
Desfalcado, o São Paulo sofreu três gols em pouco mais de 20 minutos, marcados por Canobbio, Martinelli e Nonato. Na etapa final, John Kennedy, novamente Canobbio e Serna fecharam a goleada que selou a classificação do Fluminense à Libertadores de 2026.
O resultado ganhou contornos ainda mais simbólicos por ter sido comandado por Luis Zubeldía, técnico que deixou o São Paulo em junho e enfrentou o ex-clube pela primeira vez desde a saída.


