O Tricolor sofreu uma derrota por 3 a 0 neste domingo, com gols de Jorginho, Plata e Paquetá. Rogério Ceni lamentou a baixa posse e falhas na construção de jogo, classificando a partida como uma das piores do time.
O Bahia sofreu uma derrota contundente por 3 a 0 para o Flamengo, neste domingo, pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro 2026. O líder da competição abriu vantagem com gols de Jorginho, Plata e Paquetá, e o Tricolor teve uma das piores apresentações da temporada, segundo avaliação do técnico Rogério Ceni.
📖 Leia Também
Em entrevista após o confronto, Rogério Ceni reconheceu a qualidade do adversário, mas destacou o baixo rendimento de sua equipe ao longo da partida, especialmente na construção de jogo e na posse de bola.
“O Flamengo é um bom time, mas quando a gente recuperava a bola perdia muito rápido. Erramos muito passes por dentro, não conseguimos completar quatro passes. Tentamos sair por dentro, na primeira Juba faz a parede por dentro e dá errado, na segunda vez Marco dá no Nico, e perdemos a confiança naquele momento. O Flamengo nem subiu uma pressão absurda, marcou com linha de quatro, às vezes um zagueiro saltava em Jean Lucas, mas chutamos muito a bola, rifando muito.”
O treinador ressaltou que a equipe sofreu ao devolver a posse para o adversário, que passou a produzir volume ofensivo. Ceni também citou alterações táticas e limitações na execução do plano de jogo.
“Baixamos Kike mais do que o normal, por causa da linha de cinco que eles faziam, e até marcamos bem. No balanço para o lado esquerdo não fizemos tão bem quanto nos treinos. Nunca vi um primeiro tempo com 27% de posse de bola em 200 e poucos jogos aqui. Foi nosso pior primeiro tempo em matéria de construção. Tivemos até as chances, mas todas em contra-ataque, nenhuma em velocidade. O adversário dificultou, mas nós também jogamos muito abaixo.”
Com o resultado, o Bahia passou a somar 49 pontos e caiu para a sétima posição na tabela, ficando fora da vaga direta para a Copa Libertadores. A equipe terá de buscar pontos fora de casa nas rodadas finais para voltar à briga pelas vagas continentais.
O time teve cinco dias de descanso e preparação antes do próximo compromisso pelo Brasileirão. No sábado seguinte, pela 32ª rodada, o Bahia enfrentaria o Santos, às 21h (de Brasília), na Vila Belmiro.
“Temos que olhar os erros, trabalhar durante a semana, nem todas as equipes têm o potencial do Flamengo. Fazia muito tempo que não perdíamos um jogo assim. Não apresentamos futebol para ganhar o jogo em momento nenhum. Mais sete jogos, lutar pela melhor posição possível para que o Bahia consiga ir para a Libertadores pelo terceiro ano consecutivo. Agora começa a ser uma batalha difícil, porque Santos, Atlético-MG e Cruzeiro venceram. Santos foi a 45 pontos e é nosso próximo adversário, fora de casa. Temos que estancar a sangria o mais rápido possível e tentar trazer pontos da Vila Belmiro.”
Sobre escolhas de elenco e desempenho individual, Ceni comentou nomes e alternativas para a lateral direita, além de justificar decisões de substituição e avaliação de jogadores como Acevedo, Kike, Marcos e Roman. O técnico disse que algumas mudanças foram pensadas, mas que optou por segurar substituições no intervalo.
“Acevedo não fez uma jornada muito boa, principalmente em construção. Quisemos botar Ademir e Caio, que consegue flutuar nas entrelinhas e encontrar mais as bolas para Ademir… Pensei em trocar Marcos Victor por Roman no intervalo, mas resolvi segurar.”
O treinador ainda avaliou que os gols sofridos decorreram de falhas próprias do time, além de mérito do adversário, e manifestou incômodo com a performance coletiva.



