Cristiano Ronaldo anunciou sua saída da seleção de Portugal, reacendendo o debate sobre a camisa 7. Torcedores pedem aposentadoria do número, mas regra da Fifa exige numeração sequencial até 26 jogadores em competições oficiais.
Cristiano Ronaldo anuncia saída da seleção de Portugal e abre questão sobre o destino da histórica camisa 7 que vestiu por quase duas décadas. Apesar de pedidos de torcedores para a imortalização do número, a intenção esbarra em regra da Fifa que regula a numeração em competições oficiais de seleções.
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O jogador decidiu se aposentar da seleção de Portugal e a dúvida sobre quem herdará a camisa 7 persiste. A normativa da Fifa determina que os atletas inscritos em competições oficiais tenham numeração sequencial até o limite de inscritos, que hoje é de 26 atletas, o que impede a retirada permanente de um número em torneios organizados pela entidade.
A questão não é responsabilidade exclusiva da Federação Portuguesa de Futebol nem do treinador Jorge Jesus. Em amistosos, as seleções mantêm liberdade na escolha da numeração; foi o caso da última Data Fifa, quando, em meio à crise entre Cristiano Ronaldo e Jorge Jesus, o técnico entregou a camisa 7 a Rafael Leão após CR7 abandonar a seleção — um empréstimo do número mais famoso da equipe nacional.
Agora, Jorge Jesus terá de escolher um novo dono — definitivo ou não — para envergar a 7. A indefinição deverá ser resolvida na próxima Data Fifa, quando a seleção portuguesa jogará pela Liga das Nações da Uefa.
Próximos jogos
- 14 de novembro: Portugal x Dinamarca — Liga das Nações da Uefa
- 17 de novembro: Portugal x País de Gales — Liga das Nações da Uefa
Fora de campo, a permanência ou não de Ronaldo na seleção repercute em contratos comerciais. Os acordos de patrocínio da Federação Portuguesa estariam em vigência até 2030, ano em que Portugal dividirá com Espanha e Marrocos a organização da Copa do Mundo. Os valores citados chegam a 56,8 milhões de euros anuais, sendo mais de um terço — 20 milhões de euros — provenientes do contrato com a fornecedora de material esportivo.
Em entrevistas a jornais portugueses nesta sexta-feira, o diretor executivo do Instituto Português de Administração de Marketing (IPAM), Daniel Sá, previu dificuldades para a Federação manter o mesmo nível de receitas sem a presença do seu principal ídolo.
“Quando Ronaldo sair, Portugal vai cair numa escada rolante a grande velocidade”
Daniel Sá também abordou alternativas de mercado para mitigar o impacto na venda da camisa 7 e aproveitar a imagem do jogador mesmo após a saída.
“Pode haver espaço para edições especiais. Do ponto de vista legal, é possível, desde que as partes (Cristiano Ronaldo e Federação Portuguesa) estejam de acordo.”
O tema deve permanecer em destaque até as decisões sobre a numeração para os próximos compromissos oficiais de Portugal.
Com informações de ge.

