A Futebol Forte União (FFU) decidiu elevar para R$ 14,9 milhões a cota destinada a cada equipe da Série B, igualando o valor anunciado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A medida foi aprovada em assembleia realizada na manhã desta segunda-feira (9 de fevereiro), após manifesto de 18 clubes que integram o bloco.
No conselho técnico da competição, na semana anterior, a CBF informara que Náutico e São Bernardo — únicos times da Segunda Divisão fora da FFU — receberiam R$ 14,9 milhões, além de cerca de R$ 3 milhões para despesas de logística. Na FFU, o pagamento previsto variava de R$ 13 milhões a R$ 14 milhões brutos, valor reduzido por repasses a investidores, despesas de produção de imagens, comissões e custos administrativos.
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A discrepância levou os clubes filiados à FFU a criticarem a condução da venda de direitos, apontando falta de transparência, supostos privilégios e conflito de interesses. Diante da pressão, investidores chegaram a oferecer suporte logístico em troca de propriedades de marketing, mas recuaram.
Na assembleia desta segunda, ficou acordado que cada clube receberá R$ 14,9 milhões sem descontos por produção de imagens; apenas a parcela devida aos investidores será abatida. Segundo dirigentes presentes, o novo valor atende à principal reivindicação financeira, embora permaneçam questionamentos sobre o modelo de gestão da liga.
Declarações
Em nota, a FFU destacou que o encontro reafirmou “união, diálogo e cooperação” entre as partes. O presidente da entidade, Alessandro Barcellos, afirmou que o entendimento “garantiu a equidade dos valores recebidos” pelos clubes da Série B.
O presidente do América-MG, Marcus Salum, avaliou que tensões e ajustes são naturais “em um processo dessa dimensão” e reforçou a responsabilidade de manter o grupo coeso. Já o CEO da SportsMedia, Bruno Pimenta, disse que o acordo assegura sustentabilidade no curto prazo e que, a partir de 2027, o modelo que destina 85% das receitas à Série A e 15% à Série B será fundamental para adequação das equipes ao fair play financeiro.
Com a atualização das cotas, os clubes afirmam ter garantido recursos suficientes para disputar a Segunda Divisão, mas sinalizam que seguirão debatendo mudanças estruturais na formação da liga.


