A Copa do Mundo virou vitrine global para marcas criativas. Itens curiosos conquistaram torcedores e sumiram das prateleiras antes mesmo da abertura do torneio.
Antes da entrada dos jogadores em campo, uma disputa paralela já começava nos Estados Unidos: a competição pelo bolso dos torcedores. Com a Copa do Mundo retornando à América do Norte, o torneio se transforma em uma vitrine para marcas e fabricantes que se preparam há anos para aproveitar a atenção global. O resultado vai além das tradicionais camisas e bolas oficiais, com alguns itens se tornando tão populares que desapareceram das prateleiras antes mesmo do início da competição.
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Um dos produtos mais curiosos é a Miller Time MVP Matchball, uma bola gigante de plástico que armazena até 12 latas de cerveja. Embora não tenha licença da FIFA, o acessório foi vendido por apenas 20 dólares em lotes limitados, esgotando-se em segundos a cada reposição. A procura foi tão intensa que exemplares passaram a ser revendidos por até 500 dólares na internet.
Os animais de estimação também entraram na torcida, com a Adidas lançando versões das camisas da Copa para cães e gatos torcedores da Argentina, Japão, Colômbia e México. Os modelos colombiano e mexicano esgotaram rapidamente, seguindo critérios contratuais que permitem à marca produzir versões oficiais apenas das equipes com as quais mantém acordo de fornecimento esportivo. Curiosamente, a Alemanha, também patrocinada pela Adidas, ficou de fora da coleção.
Entre os personagens improváveis do pré-Copa, destaca-se o zagueiro neozelandês Tim Payne, que, após uma campanha nas redes sociais para se transformar de jogador menos seguido do torneio em uma celebridade digital, ultrapassou a marca de 5 milhões de seguidores no Instagram. O interesse repentino fez com que lojas começassem a vender sua camisa, que agora está em falta e só deve voltar aos estoques em julho.
A campanha “We Are”, criada pela FIFA para promover as cidades-sede da Copa, funcionou sem grandes problemas na maioria dos locais do torneio. No entanto, a sede da final encontrou dificuldades com o slogan “We Are New York/New Jersey”, que esbarra na antiga disputa por protagonismo entre as duas regiões metropolitanas. Apesar da controvérsia, muitos itens já foram esgotados pelos torcedores.
O nome de Lionel Messi também não ficou de fora dessa lista de produtos curiosos. Em parceria com a Stanley, o argentino lançou uma coleção dourada inspirada na conquista da Copa de 2022. O item mais disputado foi uma cuia de mate, vendida por 30 dólares, que esgotou rapidamente, aparecendo em sites de revenda por valores superiores a 50 dólares.
Por fim, um boneco inflável de Messi, com três metros de altura, vendido pela rede Lowe’s, representa o espírito consumista da Copa. O produto, que parecia destinado a ser apenas uma curiosidade, já teve centenas de unidades comercializadas, mostrando que muitos norte-americanos desejam ter a presença de um grande craque em suas casas para entrar no clima esportivo.













