O técnico Fahel Júnior deixou o Estádio Joaquinzão contrariado depois do empate em 3 a 3 entre Taubaté e Monte Azul, neste domingo (16), pela 10ª rodada do Paulistão Série A2. O resultado manteve o “Burro da Central” na 14ª posição, com oito pontos; o adversário subiu para dez e ocupa o 13º lugar.
Na avaliação do treinador, o placar não refletiu o volume ofensivo apresentado pela equipe. “Criamos para fazer sete, oito gols. Foi um caminhão de chances e o futebol puniu porque não concluímos”, disse.
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Expulsão muda o jogo
O Taubaté chegou a controlar a partida e abriu vantagem, mas a expulsão do lateral Eduardo Diniz alterou o panorama. Com um atleta a menos, o time recuou as linhas, passou a sofrer pressão e cedeu o empate nos minutos finais. “Expulsão sempre pesa. O adversário cresce e precisamos improvisar. Isso nos prejudicou bastante”, comentou Fahel.
Arbitragem não é desculpa
Apesar de críticas pontuais ao trio de arbitragem, o técnico evitou transferir a responsabilidade pelo tropeço. “Não dá para usar o árbitro como muleta. Nosso erro maior foi não matar o jogo”, afirmou.
Problema foi técnico, não emocional
Questionado sobre possível ansiedade nas finalizações, Fahel descartou fatores psicológicos. “Os jogadores estavam confiantes. Faltou gesto técnico em alguns lances. Perdemos gols de todos os jeitos.”
Objetivo imediato: afastar risco de rebaixamento
Com a tabela apertada, o treinador adotou discurso pragmático. “Primeiro precisamos eliminar qualquer chance de queda. Depois veremos o que sobra. Agora é pensar só em vitória”, concluiu.
O Taubaté volta a campo na próxima quarta-feira, quando visita o Santo André em mais um confronto direto na parte de baixo da classificação.

