Com time quase todo reserva, o Atlético-MG sofreu 1 a 0 para o Botafogo no Engenhão. Everson, de volta após dois meses, fez defesas importantes; os titulares ficaram em BH para a semifinal da Copa do Brasil.
Everson evitou um placar mais elástico, mas o Atlético-MG perdeu por 1 a 0 para o Botafogo no Engenhão, pela 34ª rodada do Brasileirão 2026. A equipe, formada em sua maior parte por reservas, não conseguiu impedir a quinta derrota consecutiva — uma sequência que o clube não registrava desde 2019.
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Domínguez escalou time praticamente reserva e teve como principal novidade o retorno de Everson ao gol, após dois meses longe dos gramados. Os titulares ficaram em Belo Horizonte, preparados para o jogo de volta da semifinal da Copa do Brasil, enquanto a delegação que atuou no Rio de Janeiro buscou conter o Botafogo com mudanças no elenco.
No primeiro tempo, o Atlético manteve a posse de bola em boa parte do período, cenário que também foi influenciado pela estratégia do Botafogo. Ainda assim, essa superioridade inicial não se traduziu em chances claras; a posse foi descrita como sem contundência nos minutos iniciais.
O gol do Botafogo saiu após uma transição pela direita: Vitinho avançou, Pascini não acompanhou a ação e entrou na área, onde lançou a bola para Edenílson. O meia ficou livre, driblou Everson e abriu o placar. A jogada teve condição regular porque Preciado não acompanhou a linha defensiva, deixando Edenílson em posição em que não havia impedimento.
Após o gol, o time carioca seguiu com espaço para atacar. Em duas oportunidades, o Botafogo levou perigo: Vitão cortou a cabeçada de Tiquinho dentro da área e, em outra chegada, o atacante acertou o travessão. O Atlético tentou responder com mais controle de bola e chegada ao ataque, e Domínguez fez alterações, incluindo a entrada de Pérez, além de demonstrar descontentamento com a marcação e a combatividade da equipe.
Na melhor chance atleticana do primeiro tempo, Pascini avançou pelo corredor e serviu Alexsander dentro da área; o volante finalizou bem, mas parou no goleiro adversário. O domínio do Atlético seguiu até o intervalo, com Scarpa dando ritmo à equipe e sendo um dos principais articuladores.
Na segunda etapa, o Atlético voltou pressionando, mas a intensidade não se manteve por todo o tempo. O Botafogo se fechou melhor e explorou o contra-ataque. A derrota poderia ter sido mais ampla não fosse a intervenção de Everson, que, aos 28 minutos do segundo tempo, fez uma defesa difícil, em um cara a cara, com os pés.
Do aproveitamento da base vieram notícias positivas: o meia Gutte e o atacante Gabriel Veneno estrearam no time profissional e ganharam minutos pela primeira vez, iniciando um processo de formação que, segundo a avaliação técnica, deve render mais oportunidades conforme evoluírem — trajetória já seguida por Vitão. Entre os jogadores mais experientes, Alexsander e Gustavo Scarpa tiveram atuação regular e foram participativos.
O desempenho e as opções adotadas pelo Atlético tiveram consequência na disputa por vaga na Libertadores: a perda de pontos deixou a chance de alcançar a classificação pelo Brasileirão mais distante, caso Bahia e Fluminense pontuassem na rodada. A decisão de poupar titulares foi tomada pensando no jogo de volta da Copa do Brasil, programado para sábado, e a derrota aumentou a pressão para esse duelo.



