Trump afirmou na Truth Social que não haverá ataques imediatos ao Irã e prevê nova rodada de negociações. Os EUA também intensificam esforços por acordos sobre Gaza, onde bombardeios israelenses continuam.
Durante a madrugada deste domingo (2), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma publicação na rede Truth Social, na qual deixou claro que não haverá ataques imediatos contra o Irã. Em vez disso, Trump indicou que pretende realizar uma nova rodada de negociações para tentar alcançar um acordo duradouro. Essa movimentação não se limita apenas ao Irã, já que os Estados Unidos também estão intensificando os esforços para avançar nas negociações sobre Gaza.
📖 Leia Também
Apesar do anúncio de Trump, a Faixa de Gaza continua sendo alvo de bombardeios israelenses. Em um dos ataques mais recentes, uma família de três pessoas perdeu a vida em um bombardeio próximo à Cidade de Gaza, de acordo com informações de um diretor de hospital palestino.
O Hamas, por sua vez, afirmou que permanece comprometido com o desarmamento, conforme anunciado por Trump na semana passada. Contudo, condiciona a entrega das armas ao fim dos ataques israelenses e a outras exigências. Um alto integrante do Hamas declarou que “as próximas horas serão um teste de seriedade, não de intenções”.
Segundo o representante do grupo, a Casa Branca fez “movimentos significativos nas últimas horas” para avançar na implementação do acordo de cessar-fogo que foi firmado há quase dez meses.
Mohammed Dahlan, ex-líder da Autoridade Palestina em Gaza e atualmente exilado nos Emirados Árabes Unidos, mencionou em sua conta no Facebook que Jared Kushner, genro de Trump, “está trabalhando com o lado israelense para interromper os ataques a Gaza”. Embora a influência política de Dahlan seja contestada, ele é visto como uma figura que manteve proximidade com diversos governos dos Estados Unidos ao longo dos anos.
A CNN tentou obter comentários da Casa Branca e do Departamento de Estado americano sobre as declarações. Desde que Trump anunciou o compromisso do Hamas com o desarmamento, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, não se manifestou publicamente sobre os desdobramentos em Gaza.
Por outro lado, o ministro da Energia de Israel, Eli Cohen, afirmou que não existe qualquer acordo para interromper os ataques ao território palestino. Ele defendeu que Israel, que já controla cerca de 70% da Faixa de Gaza, assuma o controle total da região, segundo informações da Reuters.

