O surfista carioca Dadá Figueiredo faleceu neste sábado (24), aos 61 anos, após internação por pneumonia. Nos anos 1980 e 1990, inovou o surfe brasileiro com manobras inspiradas no skate, influenciando gerações.
O surfista carioca Dadá Figueiredo morreu neste sábado (24), aos 61 anos. Ele estava internado com pneumonia e não resistiu. A morte do atleta encerra a trajetória de um dos nomes marcantes do surfe brasileiro nas décadas de 1980 e 1990.
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Nos anos 1980, Dadá se destacou por um estilo inovador, marcado por manobras inspiradas no skate, batidas verticais e rasgadas que contribuíram para transformar a maneira de surfar no país. Sua atuação ajudou na consolidação do surfe brasileiro, influenciando gerações de praticantes e profissionais da modalidade.
Fora das ondas, Dadá construiu um percurso ligado à música e à cultura alternativa. Foi baixista da banda punk Os Normais e criou as marcas de surfe Anti-Fashion e Necrose Social, iniciativas que refletiram sua postura irreverente e seu vínculo com movimentos culturais paralelos ao esporte.
Em 1993, ele foi eleito o melhor freesurfer do Brasil pelos leitores de uma revista especializada, reconhecimento que reforçou sua importância técnica e simbólica no universo do surfe nacional. Ao longo da vida, enfrentou problemas com dependência química e, posteriormente, retomou sua relação com o esporte, um percurso de recuperação que marcou sua trajetória pessoal e profissional.
Após a fase de competição, Dadá dedicou-se à fabricação de pranchas e ao ensino do surfe. Chegou a criar uma escolinha na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, onde transmitiu conhecimento técnico e experiência a novos surfistas, mantendo presença ativa na comunidade local do surfe.
Sua história também foi retratada no documentário Radical: A controversa saga de Dadá Figueiredo, que levantou questões sobre seu legado esportivo e pessoal. Pai de três filhos, entre eles o surfista Dávio Figueiredo, Dadá deixa um legado que ultrapassa resultados em disputas: a irreverência, o estilo próprio e a influência na evolução técnica e cultural do surfe brasileiro permanecem como referência para diferentes gerações.
A morte de Dadá Figueiredo marca o fim de um capítulo importante da história do surfe no Brasil, cujo impacto será lembrado por surfistas, artesãos de pranchas, alunos e admiradores que acompanharam sua trajetória dentro e fora das praias.
Com informações de ge.

