Lateral do Real apontou falta de trabalho coletivo antes da temporada e cobrou ajustes para melhorar entrosamento. Ele disse que teve pouco tempo para treinar com o atacante, que ainda precisa se adaptar ao novo contexto.
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O lateral Marc Cucurella comentou a adaptação de Vinicius Júnior ao novo contexto do Real Madrid e destacou a necessidade de ajustes coletivos para melhorar o entrosamento. Em entrevista, o jogador disse que houve pouco tempo de trabalho conjunto antes do início da temporada e que isso influenciou a construção de sincronismo entre linhas.
Cucurella explicou que praticamente não teve tempo para treinar ao lado de Vinicius antes do começo das competições, e que o brasileiro também precisou se acostumar a uma nova parceria na lateral, depois de atuar com outros jogadores na posição anteriormente. Na avaliação do lateral, esse processo demandava calma e continuidade de jogos para encontrar o encaixe ideal.
— Não é fácil. Os outros times também jogam, têm suas táticas e estamos terminando de ajustar. Eu, por exemplo, neste caso, ao compartilhar a lateral com o Vinicius, praticamente não tivemos partidas de treinamento e fomos direto para a competição. Para ele, conectar comigo também é diferente de fazer isso com outros laterais que teve. É um processo e eu entendo que tem que ir pouco a pouco, também jogamos muitas partidas, é difícil treiná-lo. Estou gostando do que vejo e de como ele está se esforçando, porque talvez não seja sua virtude ou o que ele mais desempenha. Vejo que joga para a equipe, que tenta fazer a sua parte, e é um bom começo.
O jogador também abordou a dinâmica ofensiva do elenco, apontando que a velocidade de Vinicius, Kylian Mbappé e Jude Bellingham, ao recuperar a posse, muitas vezes antecipa as jogadas e dificulta a chegada dos laterais à linha de fundo. Segundo Cucurella, esse estilo exige ajustes para equilibrar acelerações com momentos de posse mais prolongada, garantindo que toda a equipe consiga ocupar o campo adversário de forma organizada.
— Sim, eu compartilho isso. Muitas vezes, quando quero atacar, eles vão tão rápido que já chutaram e não me dá tempo. Vinicius, Mbappé e Bellingham gostam muito de correr e, quando os defensores recuperamos a bola, a jogada já vai para frente e seguimos. Por exemplo, para os laterais fica talvez mais difícil chegar à linha de fundo porque não dá tempo. Eles terão que se adaptar ao nosso estilo. Talvez haja momentos da partida em que tenhamos que ter posses mais longas, controlar mais o jogo, porque assim também dá tempo para toda a equipe entrar no campo adversário. Se perder a bola, estamos mais perto.
Cucurella avaliou ainda que o problema não está necessariamente no setor ofensivo, mas na distância entre linhas: os defensores precisam subir mais rápido para acompanhar as ações de ataque. Ele reconheceu que o elenco tem margem para evolução ao longo da temporada, ressaltou a união do grupo e pontuou que o clube terá de chegar aos meses decisivos com a equipe mais ajustada e conectada.
O lateral lembrou que o período de pré-temporada foi curto para trabalhar os mecanismos desejados e que a equipe vem realizando sessões de vídeo e treinamentos específicos para encontrar o equilíbrio entre velocidade e posse de bola. A visão deixada por Cucurella foi de que os ajustes são coletivos e ainda estão em andamento.



