A Crefisa firmou acordo para conceder um financiamento DIP de R$ 80 milhões ao Vasco da Gama. O pedido foi encaminhado em 26 de setembro à 4ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e aguarda autorização judicial, já que tanto o clube associativo quanto a Vasco SAF estão em processo de recuperação judicial.
Condições do empréstimo
De acordo com a petição apresentada pelos administradores judiciais, o recurso servirá para cobrir despesas operacionais — salários, tributos, fornecedores estratégicos e serviços essenciais —, após a interrupção de um aporte de aproximadamente R$ 300 milhões da 777 Partners em setembro de 2024.
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Os principais termos do contrato são:
- liberação de até R$ 80 milhões de forma imediata;
- destinação exclusiva a despesas correntes;
- carência de 12 meses;
- amortizações trimestrais e quitação total em até 36 meses;
- remuneração de CDI + 7% ao ano;
- IOF de 0,38% fixo + 0,0082% ao dia;
- encargos moratórios de 1% ao mês, além de multa de 2% sobre valores em atraso.
Poder de veto e garantias
O contrato estabelece que, até 8 de junho de 2026, quaisquer alterações na estrutura societária ou no grupo de controle da SAF dependerão da anuência prévia da Crefisa. Caso o Vasco deseje vender participação ou atrair novos investidores, a financeira poderá vetar a operação.
Como garantia, o clube ofereceu 20% das ações da Vasco SAF. Se o compromisso não for cumprido, essa fatia será transferida à Crefisa.
Negociação e envolvimento das partes
O presidente vascaíno Pedrinho afirmou ao ge.globo que a proposta da Crefisa foi a mais vantajosa entre cinco apresentadas. A empresa é comandada por Leila Pereira, também presidente do Palmeiras. Procurada por sua assessoria, Leila não se pronunciou sobre o acordo.
Fundada em 1966 por José Roberto Lamacchia, marido de Leila e conselheiro do Palmeiras, a Crefisa investiu mais de R$ 1 bilhão no clube alviverde ao longo de dez anos de patrocínio, parceria encerrada no fim de 2023.
