A decisão do Governo do Pará, em parceria com a mineradora Vale, de direcionar investimentos apenas para a construção e reforma de centros de treinamento (CTs) de Remo e Paysandu provocou reação imediata entre os clubes do interior.
A mobilização foi iniciada pelo Águia de Marabá, terceiro colocado no Ranking Nacional de Clubes da CBF entre as equipes paraenses. O clube classificou a medida como “injusta” e lembrou que está sediado em área estratégica para a Vale, que opera fortemente na região sudeste do estado.
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Em seguida, Castanhal, Cametá, Bragantino e Tuna Luso divulgaram notas oficiais cobrando critérios mais equilibrados na distribuição de recursos. As agremiações ressaltam que a infraestrutura esportiva é instrumento de inclusão social e formação de talentos, mas apontam que o foco exclusivo na capital amplia a disparidade com o interior.
O Castanhal afirmou que “o futebol paraense vai muito além de Belém” e pediu regras que considerem impacto regional e inclusão. Já o Cametá destacou que 75% dos participantes do Campeonato Paraense vêm do interior, representando cerca de 800 mil habitantes distribuídos por 11 municípios.
O Bragantino acrescentou que possui terreno próprio para erguer um CT, o que beneficiaria tanto o elenco profissional quanto as categorias de base, além de atender à comunidade local. Para o clube, a exclusão perpetua desigualdades regionais.
Até o momento, Governo do Estado e Vale não comentaram publicamente as reivindicações. Os clubes interioranos aguardam diálogo para que os investimentos contemplem mais equipes e regiões do Pará.

