A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) acompanha o tratamento do atacante Neymar desde antes da convocação para a Copa do Mundo e manteve o camisa 10 no grupo da seleção para monitorar a evolução física durante a preparação em Teresópolis.
Exames realizados na quarta-feira confirmaram que Neymar seguirá em tratamento nos próximos dias. A entidade espera avaliar o jogador em um teste no amistoso contra o Egito, marcado para 6 de junho, nos Estados Unidos; a partida servirá como parâmetro para decidir se o atleta permanece no elenco ou será cortado.
Atividades e protocolo médico
Desde a chegada à Granja Comary, Neymar não participou de trabalhos com bola e tem feito apenas exercícios físicos leves na academia, rotina que já vinha adotando no Santos. A primeira fase da preparação foi estruturada justamente para acelerar a recuperação muscular do jogador, com a comissão técnica optando por preservá-lo até que esteja apto a treinar com segurança.
A CBF adotou um protocolo rigoroso de avaliações médicas, em consonância com a possibilidade prevista pela Fifa de realizar substituições por lesão até 24 horas antes da estreia do torneio. O departamento médico da seleção trabalha em conjunto com profissionais do Santos e com a equipe pessoal do atleta.
Diagnóstico, prazo e impacto na estreia
O exame apontou um edema na panturrilha direita classificado como lesão de grau 2. O Santos encaminhou os exames à CBF logo após a convocação feita por Carlo Ancelotti. A avaliação inicial indicava chance de recuperação antes do início da Copa, mas o prazo ideal para a recuperação completa é estimado entre três e quatro semanas, o que coloca em risco a participação de Neymar na estreia contra o Marrocos, marcada para 13 de junho.
A CBF entende que manter Neymar no grupo pode ser importante pensando nas fases decisivas da Copa, e o amistoso diante do Egito servirá para indicar se ele terá condições reais de participar ainda na fase de grupos.
Exames e sigilo
O jogador passou cerca de uma hora na clínica escolhida pela CBF em Teresópolis para a realização dos exames na panturrilha direita. O médico Rodrigo Lasmar acompanhou Neymar, ao lado do gerente de seleções Cícero Souza e do supervisor Sérgio Dimas. A entidade solicitou sigilo sobre a avaliação clínica, pedindo privacidade ao Centro de Diagnósticos de Teresópolis e o fechamento do local ao público antes da chegada do jogador. Enquanto isso, o restante do elenco treinava no campo da Granja Comary.
Com os resultados em mãos, integrantes da comissão técnica e do departamento de seleções começaram a discutir os próximos passos para o tratamento e a presença do atleta no elenco.

