O presidente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), Diego Albuquerque, afirmou que a entidade projeta “mudanças significativas” para 2027, ano dos próximos Jogos Pan-Americanos. A previsão foi feita depois de a confederação recuperar, em agosto, a regularização necessária para voltar a ter acesso a verbas públicas, como as provenientes da Lei Agnelo/Piva, geradas pelas loterias federais.
Segundo Albuquerque, a liberação desses recursos, bloqueados por “inadimplências herdadas de gestões anteriores”, dará à CBDA maior autonomia para buscar patrocínios e investir em estrutura já a partir de 2026. “Foi um ano importante para a organização da entidade. Em 2026 promete uma alavancagem estrutural na confederação, e isso reflete na melhor execução do plano esportivo”, declarou.
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Mais suporte aos atletas
Com a nova condição financeira, a confederação planeja ampliar projetos técnicos e oferecer suporte adicional aos atletas. “Em 2026 vamos conseguir dar um apoio maior para nossos atletas. A intenção é uma mudança significativa em 2027”, disse o dirigente.
Desempenho recente nas competições
No Mundial de Natação disputado em agosto, em Singapura, o Brasil teve a pior participação em 20 anos: não conquistou medalhas e chegou a apenas duas finais, ambas com Guilherme Caribé. Apesar do resultado, Albuquerque acredita em retomada. “A natação mundial evoluiu demais, e o Brasil sempre foi referência. Estamos conscientes de que temos grandes chances de voltar a medalhar em Los Angeles”, afirmou.
Nos Jogos Pan-Americanos Júnior, realizados em Assunção, no Paraguai, a natação brasileira encerrou a campanha com 24 ouros, 12 pratas e 7 bronzes. A nadadora Stephanie Balduccini foi o principal destaque, com oito medalhas de ouro. O presidente ressaltou o “monitoramento constante” da base como fator decisivo para esses resultados.
Além da natação, a CBDA prevê avanços nas outras quatro modalidades aquáticas que administra: polo aquático, nado artístico, maratona aquática e saltos ornamentais. “Pensando em um trabalho sólido, resultados expressivos vão vir a partir do próximo ano”, concluiu Albuquerque.


