Emanuel Brítez reclama dívida de cerca de R$ 6 milhões do Fortaleza, entre salários até 2027 e luvas não pagas. Ex-capitão saiu há três meses e atualmente defende o Vitória.
Fortaleza (CE) — O ex-zagueiro Emanuel Brítez acionou a Fifa para cobrar aproximadamente R$ 6 milhões do Fortaleza, valor que reúne salários e luvas não pagos, segundo informações divulgadas. Ex-capitão tricolor, o defensor deixou o Fortaleza há cerca de três meses e atualmente defende o Vitória.
📖 Leia Também
Do montante reclamado, cerca de R$ 4 milhões correspondem a salários previstos em contrato até dezembro de 2027. A cobrança envolve também o pagamento de luvas que, conforme a reclamação apresentada pelo jogador, não teriam sido quitadas pelo clube.
O vínculo de Brítez com o Fortaleza foi renovado em 2025 e previa quase R$ 520 mil em luvas. Na ocasião da renovação, o jogador acumulava aproximadamente R$ 227,5 mil em valores atrasados, além de outros R$ 291 mil previstos para serem pagos até o fim de 2026. A proposta que foi apresentada pelo clube previa o início dos pagamentos em janeiro de 2027, divididos em 12 parcelas, proposta essa que não foi aceita pelo jogador.
A saída de Brítez ocorreu em meio a um período de desgaste com a gestão da SAF. Antes de deixar o clube, o jogador já vinha cobrando os valores referentes às luvas previstas em sua renovação contratual e não concordou com a alternativa de postergar os pagamentos.
Em resposta ao processo apresentado perante a entidade máxima do futebol, o Fortaleza trabalha na elaboração de sua defesa. Conforme as informações divulgadas, o clube afirma possuir documentos e testemunhas para sustentar sua versão sobre o rompimento do vínculo e os valores em discussão.
Brítez construiu trajetória relevante pelo Fortaleza desde a contratação em 2022: disputou 191 partidas pelo clube, integrou a campanha que levou ao título da Copa do Nordeste e participou de duas conquistas do Campeonato Cearense. O argentino também esteve presente em momentos marcantes nas competições internacionais do clube, como a campanha que terminou na final da Copa Sul-Americana e as três participações consecutivas na Copa Libertadores.
O novo processo chega em momento em que o Fortaleza busca reorganizar sua estrutura financeira. Em julho, o CEO Pedro Martins revelou a existência de uma dívida aproximada de R$ 300 milhões. Nesta semana, a diretoria também iniciou um processo para discutir uma possível mudança no modelo da SAF, com abertura para a venda de até 90% das ações a um futuro investidor.

