Vitor Júnior, ex-Inter e Corinthians, dividiu o campo com Luka Modric no Dinamo Zagreb em 2005. O brasileiro conquistou o Campeonato Croata ao lado do craque, mas se arrepende de ter deixado o clube cedo demais.
A seleção da Croácia estreia na Copa do Mundo nesta quarta-feira, diante da Inglaterra, às 17h, em Dallas. Luka Modric, ícone do futebol croata, estará em campo com a camisa 10 e a braçadeira de capitão, participando de sua quinta Copa do Mundo. O volante, atual jogador do Milan e multicampeão pelo Real Madrid, começou sua trajetória vitoriosa ao lado do brasileiro Vitor Júnior, ex-jogador de Inter e Corinthians, no Dinamo Zagreb.
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No início da temporada 2005/06, Vitor Júnior se juntou ao Dinamo Zagreb, onde teve a oportunidade de atuar junto a Modric. Juntos, eles conquistaram o Campeonato Croata, marcando o primeiro título profissional de ambos. O brasileiro, que havia chegado do Cruzeiro, recorda que percebeu logo que Modric tinha potencial para se destacar no futebol mundial.
“Esse cara sempre foi diferente. Ele é fantástico. Ele é um cara que já sabíamos que ia despontar, porque era muita qualidade mesmo. Acima da média”, afirmou Vitor Júnior.
Além de Luka Modric, Vitor Júnior também compartilhou o vestiário com outros dois nomes significativos do futebol croata: o atacante Eduardo da Silva, que teve uma passagem marcante pela seleção, e o zagueiro Vedran Ćorluka, que agora faz parte da comissão técnica da seleção croata.
O ex-jogador brasileiro comentou sobre as interações com os companheiros croatas: “Pelo fato de ele ser compadre do Eduardo da Silva, então ficava muito com os brasileiros, a gente teve uma aproximação muito boa. Claro que a língua às vezes atrapalhava um pouco, mas sempre quando o Eduardo estava juntos saíam as brincadeiras. Dentro de campo, ele sempre preferia estar com a gente. Fico na lembrança desses momentos bons com esses caras que realmente são de outra classe”, disse.
Após a conquista do título croata, Vitor Júnior acabou retornando ao Brasil. Ele reconheceu que não tinha a real noção da grandeza do Dinamo Zagreb na época e se arrepende de não ter permanecido mais tempo na Croácia.
“Eu não tinha a ideia da dimensão, do quão grande o Dinamo era no país. Hoje em dia, olhando para trás, poderia ter trilhado um jeito diferente na minha carreira”, refletiu.
Enquanto isso, Luka Modric, aos 40 anos, continua sua trajetória brilhante, tendo sido fundamental nas campanhas da Croácia nas últimas Copas do Mundo. Em 2018, ele levou a seleção à primeira final da sua história e, em 2022, conquistou o terceiro lugar. Nesta edição, a Croácia está no Grupo L, enfrentando Inglaterra, Gana e Panamá na fase de grupos.



