A Copa do Mundo de power soccer em Buenos Aires (17-23) ocorre sem a seleção brasileira. Quinze anos após iniciar a modalidade no país, o Brasil busca ampliar estrutura e reagir após o 4º lugar em Phoenix, com derrota por 1 a 0 para os EUA.
A Copa do Mundo de futebol em cadeira de rodas motorizada está sendo disputada em Buenos Aires, na Argentina, desde o último sábado (17), e termina nesta sexta-feira (23), sem a presença da seleção brasileira. Quinze anos após o início da organização da modalidade no país, o Brasil segue buscando ampliar a estrutura e fortalecer a equipe nacional.
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Na Copa América de novembro de 2025, disputada em Phoenix, nos Estados Unidos, o Brasil perdeu por 1 a 0 para a equipe anfitriã na última partida e terminou na 4ª colocação, ficando fora das três vagas destinadas aos primeiros colocados. A derrota obrigou a confederação a revisar o planejamento para o próximo ciclo.
Seguimos trabalhando duro para que, na próxima Copa, possamos competir em igualdade de condições com todos os adversários.
Marco Aurélio Pereira, presidente da Associação Brasileira de Futebol em Cadeira de Rodas (ABFC), afirmou que o planejamento agora prevê a formação de duas seleções brasileiras — uma adulta e outra de jovens — além da realização de pelo menos seis torneios no próximo ano. O objetivo é ampliar o número de equipes, proporcionar mais ritmo de jogo aos atletas e desenvolver a modalidade em outras regiões do país.
Apesar da ausência da seleção, o Brasil terá representação na arbitragem da Copa do Mundo: Luiz Claudio Santos e Roney Wesley atuarão como árbitros no torneio.
Regras e formato do power soccer: as partidas são disputadas em dois tempos de 20 minutos. Cada equipe pode inscrever oito jogadores, com quatro em quadra por vez: três atletas de linha e um goleiro. Não existe impedimento na modalidade. Para favorecer a fluidez do jogo e a segurança dos atletas, há regras específicas para a disputa da bola, incluindo restrições à aproximação de um terceiro jogador em determinadas situações.
As cadeiras motorizadas utilizadas pelos atletas não podem ultrapassar a velocidade de 10 km/h, e a bola possui 33 centímetros de diâmetro, sendo maior do que a utilizada no futebol convencional. O material lembra que a bola do power soccer é cerca de 2,5 vezes maior que a bola de futebol de campo convencional.
A possibilidade de integrar o programa dos Jogos Paralímpicos permanece entre as expectativas de desenvolvimento do power soccer. Para que isso ocorra, a modalidade precisará atender aos critérios e processos de reconhecimento estabelecidos pelas entidades responsáveis pelo movimento paralímpico.
Em quinze anos de atuação no Brasil, o power soccer passou a representar uma alternativa para atletas que encontram barreiras em outras modalidades coletivas. Segundo a associação, o país conta atualmente com cerca de 100 atletas e seis equipes em atividade, além de outras três equipes com previsão de início no próximo ano.
Ainda temos muitos desafios, principalmente na busca por apoio e patrocínio, mas estamos trabalhando para expandir a modalidade e torná-la cada vez mais forte no Brasil.
Marco Aurélio Pereira destacou o aumento no número de competições e encontros entre equipes como um dos avanços recentes, e apontou a necessidade de investimentos em treinamento, equipamentos, competições e formação de árbitros. A modalidade já tem representantes no Rio de Janeiro, em Minas Gerais, em São Paulo e em Fortaleza, com expectativa de ampliar a presença criando equipes em Brasília e Chapecó.
O power soccer de Rio Claro foi destaque na seção de esportes adaptados do Museu do Futebol, e histórias pessoais mostram o impacto social do esporte. Fernando Nascimento conheceu o power soccer aos 25 anos; vascaíno, com atrofia muscular degenerativa, ele foi convidado por outro cadeirante a conhecer a modalidade e fez seu primeiro treino em 2017. Fernando é camisa 10 e capitão do clube Novo Ser.
Na quadra, todo o medo, o preconceito e o julgamento ficam de fora. Lá eu sou livre e sou feliz.
Um ano após o primeiro treino, Fernando recebeu sua primeira convocação para a seleção brasileira. A experiência o levou a conhecer outros países e a vivenciar situações que antes
Com informações do ge

