Em Townsville, o Brasil saiu atrás e só foi buscar o empate nos minutos finais com gol de cabeça de Rayan. A atuação de Carlo Ancelotti e do time gerou críticas na imprensa internacional e acendeu alertas para 2030.
Campinas, SP, 25/09/2026 — O Brasil realizou seu primeiro amistoso neste novo ciclo, visando à Copa do Mundo de 2030, e empatou em 1 a 1 com a Austrália, em Townsville, na Austrália. A atuação da seleção chamou atenção da imprensa internacional e alimentou críticas sobre o rendimento da equipe.
📖 Leia Também
Em atuação considerada abaixo do esperado, Carlo Ancelotti e seus comandados saíram atrás do placar e conseguiram o empate somente nos minutos finais do confronto. O gol brasileiro foi marcado por Rayan, que entrou no segundo tempo e, de cabeça, após cobrança de escanteio, garantiu a igualdade. Irankunda abriu o marcador para a Austrália, cobrando falta.
Vários jornais europeus repercutiram o resultado e destacaram problemas na transição para o novo ciclo. A imprensa avaliou que o desempenho mostrou fragilidades semelhantes às observadas no último torneio relevante que a seleção disputou.
Segundo o Marca, jornal espanhol, a avaliação foi de que Ancelotti ainda teria muito trabalho pela frente:
“Ancelotti ainda tem muito trabalho pela frente. Não basta simplesmente apresentar novos jogadores – oito no total neste período de treinos. Eles precisam desenvolver um estilo de jogo coeso. O italiano está trabalhando nisso, mas, por enquanto, o Brasil continua o mesmo da Copa do Mundo: uma equipe que carece tanto de habilidade futebolística quanto de coesão. Evitaram a derrota, sim. No último lance da partida, em uma bola parada. O ‘soldado’ Rayan salvou seu general. Mas isso não mascara todo o resto”.
Também o jornal AS apontou que o novo ciclo começou mantendo erros do anterior, ressaltando a ausência de jogadores que integravam a seleção em edições passadas e a dificuldade em encontrar um ritmo de jogo definido:
“Um novo ciclo com os mesmos problemas do anterior. Sem Neymar, Casemiro, Danilo ou Alex Sandro, mas com Vinicius Junior, Raphinha, Endrick e Estêvão, o Brasil ainda não encontrou seu ritmo. Sua filosofia de jogo bonito já ficou para trás e precisa ser reinventada. A Austrália deixou isso claro: o Brasil não é mais o Brasil. É outra coisa agora. Só Ancelotti pode descobrir o que é nos próximos anos.”
Você pode gostarPatrocinado · MGIDO jornal português A Bola avaliou que a seleção deixou uma apresentação apagada no primeiro compromisso do ciclo de 2030:
“Um Brasil renovado desenhado por Carlo Ancelotti após o Mundial, mas ainda assim com dificuldades. (…) O Brasil deixou uma imagem pálida do que pretende com o novo ciclo tendo em vista o Mundial 2030.”
Por fim, o Mundo Deportivo, de Barcelona, destacou que o cabeceio de Rayan, com assistência de Raphinha aos 95 minutos, evitou uma derrota que teria caráter histórico para a Austrália em Queensland, e afirmou que a seleção brasileira não conseguiu dissipar as incertezas deixadas pela eliminação na última Copa do Mundo:
“Um cabeceio de Rayan, com assistência de Raphinha aos 95 minutos, evitou um vexame para o Brasil em Queensland, onde a Austrália esteve a um triz de uma vitória histórica. Enquanto isso, a seleção brasileira, renovada por Ancelotti e agora sem Casemiro e Neymar, entre outros, não conseguiu dissipar as dúvidas levantadas na última Copa do Mundo.”
O empate por 1 a 1 em Townsville ficará como ponto de referência nas avaliações sobre o início do ciclo que terá a Copa de 2030 como objetivo, e a repercussão da imprensa internacional ressalta a cobrança por soluções técnicas e táticas para os próximos compromissos.

