A GDA, de Gabriel de Alba, já investe na SAF sob acordo vinculante de junho. A transferência formal só será concluída após a aprovação do plano de recuperação pelos credores na AGC.
O Botafogo segue com o processo de venda da SAF à GDA, do empresário mexicano Gabriel de Alba, condicionado à aprovação da recuperação judicial (RJ) da empresa. O aumento de capital na SAF e o fato de o Clube Social ter passado a ser dono de 99,18% das ações abriram o caminho para a operação com a investidora.
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A GDA já atua como investidora da SAF antes da transferência formal das ações, amparada por um acordo vinculante assinado em junho. No entanto, a venda só será concluída após a aprovação do plano de recuperação pelos credores na Assembleia Geral dos Credores (AGC): para aprovação, a SAF Botafogo precisa de 51% dos votos dos credores.
Nos bastidores alvinegros, existe confiança de que será possível convocar a Assembleia Geral dos Credores ainda neste ano. O CEO Eduardo Iglesias aparece como o responsável pelas negociações principais. Em setembro, houve acordos com a Major League Soccer (MLS) e com o Ludogorets referentes a dívidas associadas à gestão de John Textor; esses acordos foram firmados de forma preliminar antes da convocação da AGC.
Os acordos preliminares serão submetidos à decisão dos credores na AGC, quando haverá a aprovação ou não do plano de pagamento. Somente depois da aprovação pelos credores ocorrerá a transferência das ações para a GDA. No fim de setembro, a SAF Botafogo também apresentou um plano coletivo de pagamento dos credores na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD). Haverá manifestação dos credores sobre esse plano; se aprovado, ele deverá ser espelhado na recuperação judicial em uma subclasse de credores vinculada à CNRD.
Com o Clube Social detendo mais de 99% das ações, a operação com a GDA pode ser feita por meio de um contrato de compra e venda simples. Antes dessa alteração acionária, existia a alternativa de acionar o chamado direito de drag along para obrigar minoritários a vender; essa medida deixou de ser necessária após a diluição da Eagle, que passou a deter 0,82% das ações.
A venda para a GDA deve ocorrer por um valor simbólico, considerando que Gabriel de Alba já realizou aportes na SAF: até setembro, o investimento somou cerca de 50 milhões de dólares (aproximadamente R$ 255 milhões). Em outubro, houve pedido de autorização para um novo aporte. Há também a possibilidade de que o contrato de compra e venda passe por votação entre sócios e conselheiros do clube, decisão que ainda não foi tomada. Departamentos jurídicos das partes trabalham na nova versão do acordo de acionistas.
O trâmite para transferência das ações se arrasta há meses, mas é tratado com normalidade nos bastidores. Vinculado ao Botafogo, Gabriel de Alba visitou o Brasil em agosto e se mantém a par das decisões do clube, mantendo comunicação diária com o presidente João Paulo Magalhães Lins e com o CEO Eduardo Iglesias.
Com informações de ge.

