O ataque do Botafogo vive seca: dos últimos 10 gols, só um foi de atacante. A comissão técnica intensificou treinos e experimenta mudanças após Arthur Cabral acumular 17 partidas sem marcar.
A seca de gols do setor ofensivo do Botafogo ganhou novos capítulos nas últimas rodadas e virou ponto de atenção na preparação da equipe. Dos últimos dez gols do time carioca, apenas um foi marcado por um atacante, e a comissão técnica intensificou o trabalho para reverter o momento.
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O único atacante que marcou entre essas partidas foi Tiquinho Soares, autor do gol da vitória sobre a Chapecoense na 31ª rodada. Arthur Cabral, que era titular absoluto, está há 17 partidas sem marcar. Outros nomes do ataque também vivem jejum: Júnior Santos não balança as redes desde abril; Matheus Martins e Danilo Pereira estão sem gols desde agosto.
Neste sábado, o Botafogo abriu parte do treino para a imprensa e apresentou uma atividade de finalizações no início. Tite comandou o trabalho ao lado do auxiliar Marcelo Salles — conhecido como “Fera” — e orientou jogadas de cruzamentos rasteiros e aéreos. A proposta envolveu laterais, pontas e zagueiros tabelando e avançando até as pontas em busca de cruzamentos para Tiquinho, Cabral e os meias.
Durante a atividade, houve testes nas pontas e variações ofensivas. Contra o Remo, Matheus Martins foi substituído no intervalo e Kauan Toledo entrou, deixando boa impressão com jogadas de profundidade. Ziyech saiu da ponta-direita e atuou mais centralizado na segunda etapa, sem o efeito esperado. Medina foi usado como camisa 10 na partida de quarta-feira na vaga de Montoro, suspenso; contra o Atlético-MG, o time deve ter o jovem argentino de volta. Danilo, que ficou fora por um desconforto muscular, treinou separado no sábado.
Na derrota por 2 a 1 para o Remo, Tiquinho e Cabral chegaram a jogar juntos nos minutos finais, quando a equipe lançou-se com tudo em busca do empate. Edenilson descontou, mas não foi suficiente para evitar a derrota.
Tiquinho comentou sobre o momento sensível de Cabral e sobre a tentativa coletiva de ajudar o camisa 9 a retomar a melhor fase do ataque. Em suas declarações, destacou o trabalho do grupo e a confiança de que os resultados virão.
“É uma coisa conjunta. A gente trabalha, a gente tenta ajudar, tenta passar informação, algum movimento. Sei que é uma situação bem chata pra ele, porque todo atacante vive esse período de não marcar, mas é um cara que sempre está correndo, sempre está tentando ajudar da melhor forma. É trabalho, cara, é trabalho… saber que as coisas, uma hora ou outra, no futebol ela vira. Daqui a pouco ele vai fazer um gol, vai retomar a confiança não só dele, mas de todo o grupo. Então é um cara que trabalha muito e tenho certeza que ele vai dar a volta por cima.”
“A gente vai de acordo com o que o professor está pedindo. Se joga ele, se joga eu, se joga outro… é sempre o nosso intuito tentar fazer o melhor para que a gente possa fazer gols, para que a gente possa ganhar os jogos. No jogo acho que foi mais a circunstância do jogo. A gente estava abaixo do placar e meio que botou nós dois ali pra tentar fazer gol. Conseguimos fazer um gol ali, mas pelo tempo de jogo não deu tempo para empatar. É uma coisa que a gente está trabalhando bem. Eu tento também passar algumas coisas que eu sei para ajudar ele, para ajudar meus companheiros. Eu tenho certeza que a gente vai sair dessa situação.”
A quatro pontos da zona de rebaixamento, o Botafogo ocupa a 12ª colocação do Brasileirão, com 39 pontos. O próximo compromisso será nesta quarta-feira, às 21h30, contra o Atlético-MG, no Estádio Nilton Santos. A equipe segue ajustando peças ofensivas e buscando alternativas para quebrar a sequência sem gols dos atacantes.



