Entrou aos 74 minutos e, quatro minutos depois, definiu com potente finalização que surpreendeu Gulácsi. Aos 17 anos e 285 dias, tornou-se o segundo jogador mais jovem do PSG a marcar, confirmando a promessa.
O Paris Saint-Germain venceu o Villarreal por 6 a 0, na terça-feira, pela Champions League, e teve como um dos destaques a jovem promessa da base, David Boly, que marcou o último gol da partida. O jogador entrou aos 74 minutos no lugar do capitão Achraf Hakimi e, quatro minutos depois, apareceu com determinação dentro da área adversária para finalizar com potência e surpreender o goleiro Peter Gulácsi.
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O gol coroou a atuação do jovem lateral direito e acrescentou um dado estatístico relevante à história do clube: aos 17 anos e 285 dias, Boly se tornou o segundo jogador mais jovem do Paris Saint-Germain a marcar em uma competição europeia. O recorde continua com Warren Zaïre-Emery, que havia marcado contra o Dortmund, em 2023, aos 17 anos e 280 dias.
“Recebo a bola do João Neves, chego na frente do gol e chuto (sorri). Vejo que entrou e pronto, foi incrível, sinceramente.”
O lance e a estreia com gol despertaram atenção sobre o futuro contratual do atleta. Segundo o jornal L’Équipe, o PSG já lhe propôs um primeiro contrato profissional, com “uma proposta financeira muito elevada”, sinalizando interesse em segurar a promessa formada na base. Ainda de acordo com a mesma reportagem, o clube tem mostrado confiança ao jogador com tempo de jogo recente: duas partidas, uma na Ligue 1 e outra na Champions League.
Atualmente sem contrato profissional assinado, David Boly tem vínculo que se estende até 2027, o que torna o cenário contratual um ponto de atenção. A oferta do PSG aparece em um contexto de forte concorrência: grandes clubes europeus e equipes de menor porte estariam monitorando a situação do lateral direito, conforme noticiado.
O clube parisiense já adotou medidas semelhantes com outras promessas da base no passado, buscando proteger ativos formados internamente. No caso de Boly, o tempo de jogo nas próximas partidas será um fator determinante para a decisão de assinar um contrato profissional e para a capacidade do PSG de retê-lo frente ao interesse de outros times.
A questão esportiva também persiste: se o gol e a boa atuação pressionam para que Boly seja o substituto de Hakimi a médio prazo, há o contraponto de que o status de reserva atrás de um dos melhores laterais do mundo pode abrir caminho para que o jovem busca oportunidades de titularidade em outro clube. Essa equação — entre contrato, tempo de jogo e oferta de mercado — deve pautar as próximas semanas do defensor formado no clube.
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