Neste domingo, às 15h (de Brasília), Boca recebe River na Bombonera em duelo que confirma a inversão de forças no futebol argentino. O jogo prova se o Boca consolida a recuperação diante do rival.
Neste domingo, às 15h (de Brasília), Boca Juniors e River Plate voltam a medir forças no Superclássico na Bombonera, em confronto que reforça uma mudança de panorama no futebol argentino. Após anos em que o River dominou holofotes e resultados, o Boca surge como candidato a retomar protagonismo no país.
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O River, campeão argentino pela última vez em 2022 e finalista da Libertadores em 2023, chegou a viver uma era de conquistas sob o comando de Marcelo Gallardo, técnico campeão 14 vezes entre 2014 e 2022. Paralelamente, o clube se transformou em potência financeira: faturamento de R$ 1,23 bilhão na última temporada, exploração comercial do Monumental de Núñez e obras que elevarão a capacidade para 105 mil pessoas permitiram investimentos substanciais. No meio da temporada, o clube gastou quase R$ 400 milhões em reforços, entre eles Thiago Almada, Ángel Correa, Lucas Beltrán e Nicolás Otamendi.
Apesar dos investimentos, os resultados recentes não foram suficientes. O River foi eliminado nas quartas de final da Copa Sul-Americana pelo Independiente Santa Fe (River Plate 1 (7) x (8) 1 Ind. Santa Fe) e vive pressão na briga por vaga na Libertadores. Com 52 pontos na classificação anual, o River ocupa a sétima posição e, a duas rodadas do fim da fase classificatória do Torneio Clausura, precisa de uma combinação de resultados para alcançar as posições que garantem a vaga direta. Boca Juniors e Argentinos Juniors têm 57 pontos, Rosario Central 56, enquanto Vélez Sarsfield soma 55, Instituto 53 e Independiente Rivadavia 53.
O caminho mais factível para o River é a conquista do Clausura; caso contrário, o clube corre o risco de ficar fora da Libertadores por dois anos consecutivos, após 11 participações seguidas.
Do outro lado, o Boca vive momento favorável. Garantido matematicamente nos playoffs do Torneio Clausura e líder da classificação anual, o clube vem de campanha que incluiu a eliminação do Vasco na semifinal da Copa Sul-Americana e se aproxima de uma vaga na Libertadores. Leandro Paredes, principal jogador do Boca, enfrentou uma lesão de grau 2 no músculo posterior da coxa direita contra o Instituto, ficou de fora de um jogo na Bombonera e voltou rapidamente, 11 dias depois, para marcar o gol da vitória por 3 a 1 sobre o Vasco no Maracanã, que classificou o Boca à final da Sul-Americana.
“Faltaram respeito conosco”
“Em casa”
Em 19 de abril, no primeiro Superclássico da temporada, Paredes marcou de pênalti para dar ao Boca vitória por 1 a 0 sobre o River no Monumental de Núñez, comemorando o gol com gesto dirigido à torcida adversária. Será que o River conseguirá o troco neste domingo? O próximo capítulo do Superclássico promete emoção, e uma vitória do Boca pode complicar ainda mais a temporada do River.
Com informações de ge.

