O confronto entre Brasil e Escócia, marcado para hoje, 24 de junho, no Miami Stadium, traz um fato curioso: a grama do estádio é cultivada na fazenda do bilionário Stephen Ross, proprietário do local e dono do Miami Dolphins, tradicional equipe da NFL.
A fazenda, que ocupa uma área de 323 mil m², está localizada nas proximidades de West Palm Beach, na Flórida, permitindo uma troca rápida de grama para eventos de grande porte. A operação que cuida da grama envolve quase 5 mil funcionários, possibilitando que a desmontagem do Grande Prêmio de Miami, ocorrido em 3 de maio, fosse realizada rapidamente, preparando o gramado para a Copa do Mundo. Após o término dos jogos em julho, os trabalhos para adequar o local ao retorno da NFL e do futebol americano universitário terão início.
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Roberto Gomide, fundador e CEO da World Sports, empresa especializada em gramados, afirma:
“Hard Rock Stadium representa uma tendência mundial. Os estádios precisam gerar receita durante todo o ano e, para isso, recebem cada vez mais eventos diferentes. O grande desafio é manter um gramado de alto desempenho mesmo com essa intensa utilização. Felizmente, a evolução das tecnologias de construção, drenagem, irrigação e manutenção permite que isso aconteça sem comprometer a qualidade do campo.”
Aos 86 anos, Ross é um respeitado incorporador imobiliário e filantropo, além de ser presidente da Related Companies, empresa que fundou em 1972. O Miami Stadium é um palco para grandes eventos, tendo recebido seis edições do Super Bowl, a final do campeonato da NFL. Em 2023, uma quadra de tênis com grama foi montada no centro do estádio para o Miami Open, onde um recorde de público foi registrado durante o confronto entre João Fonseca e Carlos Alcaraz, atraindo 17 mil espectadores.
A preparação de instalações para o torneio de tênis, como a quadra temporária, leva vários meses e ocorre em conjunto com as obras da Fórmula 1. Léo Rizzo, CEO da Soccer Hospitality, destaca:
“O Hard Rock Stadium é um exemplo de como os grandes estádios se tornaram plataformas de entretenimento. A capacidade de receber eventos tão diferentes mostra que existe um investimento constante em infraestrutura, hospitalidade e flexibilidade operacional. Esse é um caminho que também observamos no Brasil, em que as arenas vêm ampliando suas possibilidades de uso.”
Este será o quarto jogo da seleção brasileira no Miami Stadium. A primeira partida ocorreu em 16 de novembro de 2013, quando o Brasil venceu Honduras por 5 a 0. O time retornou ao estádio em 2014, batendo a Colômbia por 1 a 0, e em 2019, os dois países empataram em 2 a 2. A rica história do estádio promete mais emoção nesta partida decisiva.
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