O atacante de 24 anos marcou apenas no hat-trick contra o LASK pela Champions e tem duas assistências em 13 jogos pelo clube; rendimento é visto como insuficiente. Torcida e imprensa intensificam a pressão após a derrota para o Fenerbahçe.
Bradley Barcola, até o momento, não consegue justificar os £123 milhões que o Liverpool desembolsou ao contratar o atacante junto ao PSG. Em 13 partidas pelos Reds, o francês marcou apenas em uma delas — um hat-trick contra o LASK, pela Champions League — e, na Premier League, soma duas assistências. Apesar dos números, a avaliação é de que o rendimento global ainda está aquém do esperado.
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A pressão da torcida e da imprensa inglesa acompanha o jovem de 24 anos em cada partida, e a cobrança só cresce com o passar dos jogos. Após a derrota para o Fenerbahçe, na última quarta-feira (4), Barcola reconheceu que ainda não apresentou seu melhor futebol.
“Acho que ainda não estou no meu melhor. Vocês ainda não viram a minha melhor versão.”
O desempenho abaixo do esperado é explicado por, pelo menos, três fatores que indicam que a responsabilidade não recai apenas sobre o jogador. O primeiro é técnico: decision-making inconsistente e desperdício de oportunidades têm sido recorrentes. No duelo contra o Brentford, mesmo tendo dado a assistência do gol da vitória, houve lances que ilustraram problemas técnicos — quando ficou cara a cara com o goleiro optou por uma cavadinha e mandou para fora; já em um contra-ataque com superioridade numérica de três contra dois, segurou a bola a ponto de ser desarmado.
Os números reforçam esse diagnóstico: só na Champions League, Barcola contabiliza seis grandes chances perdidas, sendo o segundo jogador com mais oportunidades desperdiçadas na competição, atrás apenas de Erling Haaland.
O segundo ponto é a falta de continuidade na posição. Das 13 partidas pelo Liverpool, seis não ocorreram em sua posição preferida; o atacante declarou publicamente que prefere jogar pela ponta esquerda, embora tenha atuado cinco vezes na direita e até como falso 9 no confronto com o Fenerbahçe.
“[Andoni] Iraola me pede para fazer o que sei fazer, para jogar como de costume, então posso jogar na esquerda e na direita. [Mas] É verdade que prefiro jogar na esquerda.”
Jogando pela esquerda, Barcola tende a explorar sua velocidade e drible para finalizar ou criar assistências, o que pode favorecer uma retomada de rendimento, especialmente com alternativas à direita mostrando bom nível.
O terceiro fator é tático: o Liverpool, mesmo vertical, nem sempre consegue proporcionar bolas nas costas das defesas adversárias, pois frequentemente enfrenta linhas de marcação muito baixas, o que reduz o espaço para o atacante explorar sua velocidade.
Há também a questão da adaptação. Com 24 anos, Barcola chegou pela primeira vez a um país diferente para atuar, enfrentou pré-temporada encurtada por causa da disputa da Copa do Mundo e só desembarcou em Liverpool nos dias finais da janela de transferências, no fim de agosto. Não havia atuado sequer em amistoso desde 18 de julho quando estreou pelos Reds em 4 de setembro, recebendo 26 minutos saindo do banco; cinco dias depois foi titular contra o Atlético de Madrid.
Além da preparação física e da ambientação, o atacante ainda precisa se conectar mais com os companheiros, um processo que pode influenciar positivamente seu desempenho nas próximas partidas.
Com informações de Trivela.

