O clube informou que, com apoio das câmeras da Arena da Baixada, localizou o homem suspeito de imitar macacos a jogadores vascaínos após o jogo. O episódio foi registrado em vídeos compartilhados nas redes sociais.
O Athletico-PR comunicou nesta sexta-feira, 6, que identificou o homem suspeito de praticar atos racistas contra atletas do Vasco. O episódio ocorreu na Arena da Baixada logo após a vitória da equipe carioca por 3 a 1, em confronto válido pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro.
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Imagens divulgadas em redes sociais registraram o momento em que um indivíduo posicionado no setor mandante teria imitado macacos em direção aos atletas vascaínos, que celebravam o triunfo com torcedores visitantes. A diretoria rubro-negra utilizou o sistema de monitoramento do estádio para viabilizar a identificação do suspeito.
Em comunicado, o clube paranaense repudiou as manifestações discriminatórias e registrou boletim de ocorrência na Delegacia Móvel de Atendimento a Futebol e Eventos (Demafe). As informações colhidas foram repassadas aos órgãos policiais para que sejam adotadas as providências legais cabíveis.
Na esfera esportiva, a Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) formalizou denúncia contra o Athletico-PR por infração ao artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que trata de atos discriminatórios. O processo disciplinar seguirá pelo tribunal, com implicações esportivas e administrativas para o clube.
O julgamento do caso foi pautado pela 5ª Comissão Disciplinar do STJD para a próxima segunda-feira, dia 9. Caso seja condenado, o Athletico-PR pode ser punido com multa financeira e perda de mandos de campo na sequência da competição nacional.
O episódio reacende o debate sobre medidas de prevenção e fiscalização em estádios, com foco na identificação rápida de autores de atos discriminatórios e na atuação conjunta entre clubes, autoridades policiais e as instâncias disciplinares do futebol. A identificação por meio de câmeras e o registro na Demafe representam os primeiros passos formais na apuração do caso e na busca por responsabilização.
A investigação policial e o processo no STJD devem determinar as consequências individuais e institucionais. Até o julgamento marcado, o processo disciplinar e as diligências policiais seguirão em curso, conforme as rotinas previstas para casos dessa natureza.

